Páginas

Citopatologia


Mostrando postagens com marcador Citopatologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Citopatologia. Mostrar todas as postagens
28 de mar. de 2011
data:post.title

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA INFLAMAÇÃO

A inflamação é uma reação complexa a vários agentes nocivos, como os microrganismos e células danificadas, geralmente necróticas, que consiste de respostas vasculares, migração e ativação de leucócitos e reações sistêmicas. Invertebrados que não possuem sistema vascular e até mesmo organismos unicelulares são capazes de eliminar agentes nocivos por meio de vários mecanismos que incluem a captura e fagocitose do agente causador, às vezes por células especializadas (hemócitos), e neutralização de estímulos nocivos pela hipertrofia da célula hospedeira ou de uma de suas organelas. Essas reações celulares foram mantidas pelo processo evolutivo, sendo que as reações inflamatórias mais potentes foram desenvolvidas pelas espécies mais avançadas. A principal característica do processo inflamatório é a reação dos vasos sanguíneos, que leva ao acúmulo de fluido e leucócitos nos tecidos extravasculares. A resposta inflamatória está intimamente ligada ao processo de reparo. A inflamação destrói, dilui ou isola o agente nocivo e desencadeia uma série de eventos que tentam curar e reconstituir o tecido danificado. O reparo começa nas fases iniciais da inflamação, mas geralmente só é finalizada depois que a influência nociva neutralizada. Durante a fase de reparação, o tecido danificado é substituído por meio da regeneração de células parenquimatosas nativas, pelo preenchimento com tecido fibroso (cicatrização) ou, o que é mais comum, por uma combinação desses processos. A inflamação é fundamentalmente um mecanismo de defesa, sujo objetivo final é a eliminação da causa inicial da lesão celular e das conseqüências de tal lesão. Sem inflamação, as infecções se desenvolveriam descontroladamente, as feridas nunca cicatrizariam e o processo destrutivo nos órgãos atacados seria permanente. Entretanto, a inflamação e o reparo podem ser potencialmente prejudiciais. As reações inflamatórias são pilar de doenças crônicas, como a artrite reumatóide, a aterosclerose e a fibrose pulmonar, assim como de reações de hipersensibilidade. O reparo pela fibrose pode causar cicatrizes deformadoras ou faixas fibrosas que causam obstrução intestinal ou limitam a mobilidade das articulações. A resposta inflamatória consiste em dois componentes principais: uma reação vascular e uma reação celular. Muitos tecidos e células estão envolvidos nessas reações, incluindo o fluido e as proteínas do plasma, as células circulantes, os vasos sanguíneos e os componentes celulares e extracelulares do tecido conjuntivo. A inflamação pode ser aguda ou crônica. A inflamação aguda se inicia rapidamente e tem uma duração relativamente curta, de alguns minutos a várias horas ou alguns dias; suas principais características são a exsudação de fluido e de proteínas plasmáticas (edema) e a migração de leucócitos, predominantemente neutrófilos. A inflamação crônica tem uma duração maior e está histologicamente associada à presença de linfócitos e macrófagos, à proliferação de vasos sanguíneos, fibrose e necrose tissular5. Muitos fatores modificam o curso e a aparência morfológica tanto da inflamação aguda, quanto da crônica. As reações vasculares e celulares da inflamação aguda e da crônica são medidas por fatores químicos derivados de proteínas ou células plasmáticas e são produzidas ou ativadas pelo estimulo inflamatório. Tais mediadores, agindo solitariamente, em conjunto ou em sequência, amplificam a resposta inflamatória e influenciam sua evolução. As próprias células ou tecidos necróticos - independentes da causa da morte celular - também podem desencadear a formação de mediadores da inflamação. A inflamação termina quando o agente agressivo é eliminado e os mediadores secretados são destruídos ou dispersos. Além disso, existem mecanismos antiinflamatórios ativos que controlam a resposta e evitam que ele cause dano excessivo ao hospedeiro.



BIBLIOGRAFIA
KUMAR, Vinay [et al]; Robbins e Cotran: Bases Patológicas das Doenças. Pgs 50 e 51. 7ª Edição. Elsevier. Rio de janeiro, 2005.
Acadêmica: Karen Quevedo
27 de mar. de 2011
CIENTISTAS DESCOBREM UMA CÉLULA DO CORPO QUE "AJUDA" O CÂNCER

CIENTISTAS DESCOBREM UMA CÉLULA DO CORPO QUE "AJUDA" O CÂNCER




Um novo estudo descobriu que algumas células “traem” o corpo, protegendo os tumores cancerígenos do sistema imunológico. A descoberta alerta que se fosse possível bloquear essas células, os tratamentos para parar o crescimento de tumores seriam mais eficazes. Os pesquisadores sabiam que o microambiente do tumor era imunossupressor, mas não sabiam como. Para descobrir isso, a equipe investigou as células vizinhas ao tumor. Os tumores cancerígenos são sempre rodeados por uma mistura de células do sistema imunológico que, por alguma razão desconhecida, parecem permitir que o tumor cresça sem interferir. Os pesquisadores então decidiram destacar um tipo de célula que está presente em torno dos tumores, bem como em áreas de inflamação crônica, como as articulações de pessoas com artrite reumatóide. Pouco se sabe sobre essa célula, que os pesquisadores chamam de FAP, por causa da proteína de ativação de fibroblastos encontrada em sua superfície. Embora a célula tenha sido descoberta escondida em torno de tumores há 20 anos, poucas pesquisas foram feitas sobre sua função. Ela tem sido utilizada apenas como indicadora de tumores. Inclusive, os pesquisadores estão tentando descobrir se ela já foi estudada antes sob um nome diferente. Para estudar a função destas células, a equipe injetou tumor de pulmão ou de pâncreas em ratos, e matou seletivamente as células FAP. Quando as células FAP morreram, todos os tumores pararam de crescer. Segundo os pesquisadores, nos ratos os tumores normalmente dobram de tamanho em dois dias. Mas quando eles dissecaram os tumores dois dias após matarem as células FAP, os tumores estavam do mesmo tamanho ou ligeiramente menores do que quando foram injetados. Além disso, cerca de metade das células do tumor morreram por inanição de oxigênio, o que sugere que seu suprimento de sangue foi cortado. Os pesquisadores imaginam que as células FAP trabalham bloqueando a ação de duas proteínas que normalmente matam os tumores. Quando eles bloquearam a atividade dessas duas proteínas, em uma outra experiência, foram capazes de impedir a necrose tumoral. Ainda assim, especialistas alertam que o modelo de câncer dos ratos não se parece com a natureza dos carcinomas humanos que se pode observar na prática clínica. Antes que a equipe de pesquisadores possa desenvolver uma terapia aplicável aos seres humanos, eles precisam descobrir em quais outros lugares do corpo essas células podem residir, e o que elas estão fazendo.





BIBLIOGRAFIA







Acadêmica: Karen Quevedo
25 de mar. de 2011
data:post.title

ARTERIOSCLEROSE E ATEROSCLEROSE

Arteriosclerose

Arteriosclerose é um termo genérico para o espessamento e perda da elasticidade das paredes arteriais. São reconhecidos três padrões de arteriosclerose; estes padrões variam em sua fisiopatologia e conseqüências clínicas e patológicas.
  • A aterosclerose, o padrão mais frequente e importante;
  • A esclerose medial calcificada de Mönckeberg é caracterizada por depósitos calcificados nas artérias musculares, e ocorre em indivíduos com idade superior a 50 anos. As calcificações visíveis, comumente palpáveis, não alcançam o lúmem dos vasos;
  • A arteriosclerose acomete as pequenas artérias e arteríolas. Há duas variantes anatômica, hialina e hiperplásica, ambas associadas ao espessamento das paredes vasculares com estreitamento do lúmem, podendo provocar lesão isquêmica nos vasos a jusante. Mais comumente associadas com hipertensão e diabetes melito.
Aterosclerose

Aterosclerose é caracterizada por lesões nos ateromas ou placas ateromatosas ou fibrogorduras, que invadem e obstruem o lúmem vascular e enfraquecem a média subjacente. Estas placas podem provocar sérias complicações. É responsável por aproximadamente metade de todas as mortes que ocorrem no Ocidente. Dados epidemiológicos referentes à aterosclerose são geralmente apresentados na forma de frequência do número de mortes causadas por doença cardíaca isquêmica (cardiopatia isquêmica). Somente o infarto do miocárdio responde por 20% a 25% de todas as mortes nos Estados Unidos.


BIBLIOGRAFIA
KUMAR, Vinay [et al]; Robbins e Cotran: Bases Patológicas das Doenças. Pgs 541 e 542. 7ª Edição. Elsevier. Rio de janeiro, 2005.
Acadêmica: Karen Quevedo
18 de mar. de 2011
data:post.title

NECROSE

A necrose se refere ao espectro de alterações morfológicas que ocorrem após a morte celular em um tecido vivo resultando, em grande parte, da ação progressiva de enzimas nas células que sofreram uma lesão letal (as células fixadas imediatamente estão mortas, mas não necróticas). Rotineiramente, a necrose é o correspondente macroscópico e histológico da morte celular que ocorre devido a uma lesão exógena irreversível. As células necróticas são incapazes de manter a integridade das membranas e seu conteúdo geralmente extravasa. Isso pode causar inflamação no tecido adjacente.
A aparência morfológica da necrose resulta da desnaturação das proteínas intracelulares e da digestão enzimática da célula. As enzimas se originam ou dos lisossomos das próprias células mortas e, neste caso, é denominada de autólise, ou e lisossomos de leucócitos que migram para a região durante o processo inflamatório. São necessárias várias horas para que esses processos se desenvolvam e, assim, não haveria alterações detectáveis nas células se, por exemplo, um infarto do miocárdio causasse morte súbita. A única evidência poderia ser a oclusão da artéria coronariana. A evidência histológica inicial da necrose do miocárdio só se manifesta depois de 4 a 12 horas, mas enzimas e proteínas cardíacas específicas liberadas pelo músculo necrótico podem ser detectadas no sangue até 2 horas após a morte da célula miocárdica.

MORFOLOGIA E CLASSIFICAÇÃO OU TIPOS DE NECROSE
Morfologia: As células necróticas apresentam um aumento da eosinofilia atribuível, em parte, à perda da basofilia normal causada pelo RNA do citoplasma e, em parte, ao aumento da ligação da eosina às proteínas citoplasmáticas desnaturadas. A célula necrótica pode ter uma aparência vítrea mais homogênea do que as células normais, principalmente devido à perda dos grânulos de glicogênio. Depois que as enzimas digerirem as organelas citoplasmáticas, o citoplasma apresenta vacúolos e um aspecto corroído. Finalmente, pode ocorrer calcificação da célula morta. As células mortas podem, eventualmente, ser substituídas por grandes massas de fosfolipídios, chamadas de figuras de mielina. Esses precipitados de fosfolipídios são geralmente fagocitados por outras células ou são posteriormente degradados em ácidos graxos; a calcificação de tais resíduos de ácidos graxos resulta na saponificação.
Classificação: a necrose apresenta massas de células necróticas que pode apresentar padrões morfológicos diversos. Quando a desnaturação é o padrão, se desenvolve a necrose de coagulação. Quando predomina a digestão enzimática, o resultado é a necrose de liquefação; em circunstâncias especiais, pode ocorrer a necrose caseosa ou a necrose gordurosa.
A necrose de coagulação implica a preservação do contorno básico da célula por pelo menos alguns dias. Os tecidos afetados apresentam textura firme. Presumivelmente, a lesão ou aumento subseqüente da acidose intracelular desnatura não somente as proteínas estruturais, mas também as enzimas, bloqueando, assim, a proteólise celular. O processo de necrose de coagulação, com preservação da arquitetura geral do tecido, é característico da morte por hipóxia (diminuição do fornecimento de oxigênio a célula) das células de todos os tecidos, exceto do cérebro.
A necrose de liquefação é característica de infecções bacterianas focais ou, ocasionalmente, fúngicas, pois os microrganismos estimulam o acúmulo de células inflamatórias. Por razões que desconhecemos a morte celular do sistema nervoso central por hipóxia geralmente leva à necrose de liquefação. Independentemente da patogenia, a liquefação digere completamente as células mortas. O resultado final é a transformação do tecido em uma massa viscosa. Se o processo foi iniciado por uma inflamação aguda, o material geralmente é amarelo cremoso devido à presença de leucócitos mortos, sendo chamado de pus.
A necrose caseosa, uma forma distinta de necrose de coagulação, é encontrada mais frequentemente em focos de tuberculose. O termo caseoso é derivado da aparência macroscópica semelhante a queijo branco da área da necrose. Ao exame microscópico, o foco necrótico se parece com fragmentos granulosos amorfos, aparentemente compostos de células coagulantes fragmentadas, e fragmentos granulares cercados por uma borda inflamatória distinta chamada reação granulomatosa. Ao contrario da necrose de coagulação, a arquitetura tecidual está completamente destruída.
A necrose gordurosa é um termo bem aceito no meio médico, mas ma realidade não identifica um padrão específico de necrose. Na realidade, ele descreve áreas de destruição de gordura que ocorre tipicamente como resultado da liberação de lípases pancreáticas ativadas no parênquima pancreático e na cavidade peritonial.


BIBLIOGRAFIA
KUMAR, Vinay [et al]; Robbins e Cotran: Bases Patológicas das Doenças. Pgs 21, 22, 23. 7ª Edição. Elsevier. Rio de janeiro, 2005.
Acadêmica:Karen Quevedo
23 de fev. de 2011
data:post.title

LESÃO



Lesão ou processo patológico é conjunto de alterações morfológicas, moleculares e/ou funcionais que surgem nos tecidos após agressões. As alterações morfológicas que caracterizam as lesões podem ser observadas através de alterações macroscópicas ou microscópicas ou submicroscópicas.

As alterações moleculares, que muitas vezes se traduzem rapidamente em modificações moleculares, que muitas vezes se traduzem rapidamente em modificações morfológicas, podem ser detectadas com métodos bioquímicos e de biologia molecular. Os transtornos funcionais manifestam-se por alterações da função de células, tecidos, órgãos ou sistemas e representam os fenômenos fisiopatológicos já definidos.
As lesões são dinâmicas: começas, evoluem e tendem para a cura ou para a cronicidade. Por esse motivo, são também conhecidas como processos patológicos, indicando a palavra “processo” como uma sucessão de eventos. É compreensível, portanto, que o aspecto morfológico de uma lesão seja diferente quando ela é observada em diferentes fases de sua evolução.

O alvo dos agentes agressores são as moléculas, especialmente as macromoléculas, de cuja ação depende as funções vitais. Toda lesão inicia-se no nível molecular. As alterações morfológicas celulares surgem em conseqüência de modificações na estrutura na estrutura das membranas, do citoesqueleto e de outros componentes, além do acúmulo de substâncias nos espaços intercelulares. A ação dos agentes agressores, qualquer que seja a sua natureza, se faz basicamente por dois mecanismos: (a) ação direta, por meio de alterações moleculares que se traduzem em modificações morfológicas; (b) ação indireta, através de mecanismos de adaptação que, ao serem acionados para neutralizar ou eliminar a agressão, induzem alterações moleculares que resultam em modificações morfológicas. Desse modo, os mecanismos de defesa, quando acionados, podem também gerar lesão no organismo. Isso é compreensível tendo em vista que os mecanismos defensivos em geral são destinados a matar (lesar) invasores vivos, os quais são formados por células semelhantes às dos tecidos; o mesmo mecanismo que lesa um invasor vivo é potencialmente capaz de lesar também as células do organismo invadido.
Embora tenha uma enorme quantidade de agentes lesivos existentes na natureza, a variedade de lesões notadas nas doenças não é muito grande. Isso ocorre devido ao mecanismo de agressão as moléculas serem comuns apesar das diferenças de seus agentes agressores. Além disso, com freqüência as defesas do organismo são inespecíficas, no sentido de que são as mesmas frente a diferentes estímulos.  Alguns exemplos são: agentes lesivos reduzem o fluxo sanguíneo, que diminui o fornecimento de oxigênio para as células e reduz à produção de energia, a redução na síntese de ATP também é provocada por agentes que inibem enzimas da cadeia respiratória; outros diminuem a produção de ATP porque impede o acoplamento da oxidação com o processo de fosforilação do ADP; há ainda agressões que aumentam as exigências de ATP sem induzir aumento proporcional do fornecimento do oxigênio.

Em todas estas situações, a deficiência de ATP interfere com as bombas eletrolíticas, com as sínteses celulares, com o pH intracelular e com outras funções que culminam no acumulo de água no espaço intracelular e com uma série de alterações ultraestruturais que recebem, em conjunto, o nome de degeneração hidrópica. São, portanto, diferentes os agentes agressores capazes de produzir uma mesma lesão por meio de redução absoluta ou relativa da síntese de ATP. P outro lado, a ação do calor (queimadura), de um agente químico corrosivo ou de uma bactéria que invade o organismo é seguida de respostas teciduais que se traduzem por modificações da microcirculação e pela saída de leucócitos do leito vascular para o interstício. Nessas três situações, ocorre uma reação inflamatória inespecífica, que é uma modalidade comum e muito freqüente de resposta do organismo frente à agressão muito distintas.
Nas inflamações, os leucócitos são mobilizados por agressões diferentes porque muitos deles são células fagocitárias, especializadas em matar microrganismos e em fagocitar tecidos lesados para facilitar a reparação ou regeneração. Por essa razão, é fácil compreender que, quando os leucócitos são estimulados por agressões diversas, eles possam também produzir lesão nos tecidos invadidos. Do exposto, fica claro que a própria resposta defensiva (adaptativa) que o agente agressor estimula no organismo pode também contribuir para o aparecimento de lesões.

Em todas as agressões, as lesões têm um componente que resulta da ação direta do agente agressor e de um elemento decorrente da ação dos mecanismos de defesa acionados. Em muitas situações são os mecanismos de defesa, inatos ou adaptativos, os principais responsáveis pela lesão. É o que ocorre nas doenças de natureza imunitária e nas infecções, nas quais os mecanismos imunitários de defesa contra o agente infeccioso lesam também os tecidos.
Toda agressão gera estímulos que induzem, nos tecidos, respostas adaptativas que visam torná-los mais resistentes às agressões subseqüentes. Os estímulos geradores dessas respostas não são ainda bem estabelecidos, mas já se conhecem algumas reações muito conservadas na natureza. A expressão das proteínas do estresse, também chamadas proteínas do choque térmico (HSP, de Heat Shock Proteins), ocorre em todo tipo de célula frente às mais variadas agressões (daí o nome de proteínas do estresse). Tais proteínas induzem varias respostas adaptativas, como aumento da resistência à desnaturação de proteínas, aumento da estabilidade de membrana etc., aumentando assim a resistência das células às agressões.  





CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES


Ao atingirem o organismo, as agressões comprometem um tecido (ou um órgão), no qual existem: (a) células, parenquimatosas; (b) componentes intercelulares, interstício, ou matriz celular; © circulação sanguínea e linfática; (d) inervação. Após agressões, um ou mais desses componentes podem ser afetados, simultaneamente ou não. Desse modo, podem surgir lesões celulares, danos ao interstício, transtornos locais da circulação, distúrbios locais da inervação ou alterações complexas que envolvem muitos dos componentes teciduais ou todos eles. Por essa razão, as lesões podem ser classificadas nos cinco grupos a seguir, definidos de acordo com o alvo atingido, lembrando que, dada a interdependência entre os componentes estruturais dos tecidos, as lesões não surgem isoladamente nas doenças, sendo comum sua associação.

As lesões celulares podem ser consideradas em dois grupos: lesões letais e não letais. As lesões não letais são aquelas compatíveis com a recuperação do estado de normalidade depois de cessada a agressão; letalidade/ não letalidade está frequentemente ligada à qualidade, à intensidade e à duração da agressão, bem como ao estado funcional ou tipo de célula atingida. As agressões podem modificar o metabolismo celular, induzindo o acúmulo de substâncias intracelulares (degenerações), ou podem alterar os mecanismos que regulam o crescimento e a diferenciação celular (originando hipotrofias, hipertrofias, hiperplasias, hipoplasias, metaplasias, displasias, neoplasias). Outras vezes, acumulam-se nas células pigmentos endógenos ou exógenos, constituindo as pigmentações. As lesões letais são representadas pela necrose (morte celular seguida de autólise) e pela apoptose (morte celular não seguida de autólise - morte celular programada).
As alterações do interstício (da matriz extracelular) englobam as modificações da substância fundamental amorfa e das fibras elásticas colágenas e reticulares, que podem sofrer alterações estruturais e depósitos de substâncias formadas in situ ou originadas da circulação. Os depósitos de cálcio e a formação de concentrações e cálculos no meio extracelular são estudados à parte.

Os distúrbios da circulação incluem: aumento, diminuição ou cessação do fluxo sanguíneo para os tecidos (hiperemia, oligoemia e isquemia), coagulação do sangue no leito vascular (trombose), aparecimento na circulação de substâncias que não se misturam ao sangue e causam oclusão vascular (embolia), saída de sangue do leito vascular (hemorragia) e alterações das trocas de líquidos entre o plasma e o interstício.
As alterações da inervação apresentam lesões importantes, devido ao papel integrador de funções que o tecido nervoso exerce, mas na verdade, as alterações locais dessas estruturas são pouco conhecidas.

A lesão mais complexa que envolve todos os componentes teciduais é a inflamação. Esta se caracteriza por modificações locais da microcriculação e pela saída de células do leito vascular, acompanhadas por lesões celulares e do interstício provocadas, principalmente, pela ação das células fagocitárias e pelas lesões vasculares que acompanham o processo. A inflamação é a reação que acompanha a maioria das lesões iniciais produzidas por diferentes agentes lesivos.


Bibliografia
FILHO, Geraldo B; Bogliolo Patologia. 7ª Edição. Pgs 3 e 4. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2006.


Acadêmica: Karen Quevedo
22 de set. de 2010
Avaliação do conhecimento sobre métodos preventivos do câncer de mama entre acadêmicas.


O câncer é uma das doenças que mais causa mortes mundialmente. Ela está relacionada com múltiplos fatores como os hábitos individuais e o ambiente em que as pessoas vivem. (FILHO)
O câncer nada mais é do que um crescimento desordenado de uma célula com material genético alterado, por descontrole do seu ciclo de divisão celular. Durante a multiplicação do genoma, podem ocorrer certos erros, aos quais chamados de mutações. Sendo assim, pode-se compreender que o câncer ocorre devido a vários erros cumulativos: mutações gênicas por quebras e perdas de material genético, amplificação gênica (cópias extras de fragmentos de DNA), entre outros. (DANTAS)
O câncer de mama (CM) é mais comum em mulheres, com uma taxa de mortalidade de 10,44 mortes por 100 mil mulheres no Brasil, no período entre2002 e 2004. Sua maior incidência foi particularmente mais evidenciada em mulheres pós-menopausa. Existem múltiplos fatores de risco associados ao desenvolvimento do CM, tais como: sobrepeso, alcoolismo, alterações hormonais, lesões mamárias em categoria de alto risco e existência de familiares próximos afetados pela enfermidade, sendo o último um dos de maior importância 5,6. (DANTAS)

Objetivos

O presente estudo foi delineado pelos seguintes objetivos:
*Avaliar o conhecimento adquirido sobre os métodos de prevenção do câncer de mama entre acadêmicas;
*Evidenciar se existe a prática dos métodos de prevenção relacionados ao câncer de mama entre as acadêmicas;
*Avaliar quais fontes informativas as acadêmicas mais utilizam para buscar conhecimento sobre os métodos de prevenção do câncer de mama;

Material e Métodos

O estudo foi realizado com 30 acadêmicas do curso de arquitetura e urbanismo de uma universidade de Sinop-MT. Foi utilizado como instrumento de coletas de dados um questionário, contendo perguntas sobre características sócio-demográficas e sobre o câncer de mama bem como informações e métodos de prevenção desta patologia. O questionário foi aplicado no mês de agosto de 2010. Os dados analisados foram tabulados e transferidos para um programa chamado EpiInfo versão 3.5.1 e convertidos para imagens gráficas do Windows XP.























Resultados


O estudo verificou que cerca de 86,7% das entrevistadas eram solteiras, e 56,7% apresentam renda familiar acima de quatro salários mínimos, e que 43,3% fazem uso de anticoncepcional. Porém 100% das entrevistadas não bebem e não fumam, e 56,7% não praticam atividade física. A principal fonte informativa das acadêmicas foi TV, INTERNET, REVISTA OU JORNAL (66,2%), E 93,3 % conhece a finalidade de exame de mamografia. Em ralação aos métodos de prevenção 93,3% conhecem a técnica do auto-exame das mamas, porém 70% nunca realizou a técnica.

Discussão e Conclusão


Através deste estudo observamos que a maioria das entrevistadas possui conhecimento sobre os métodos de prevenção (gráfico 01), o auto-exame, porém 70% delas nunca realizaram o exame (gráfico 02), mesmo todas tendo acesso a informações sobre este tipo de câncer, sendo pelo médico no posto de saúde (17,9%),com a mãe (14,3%), na escola (1,6%), ou nos principais meios de telecomunicação(66,2%).
Podemos concluir que, elas possuem fontes informativas e possuem conhecimento sobre os métodos de prevenção, mas o que falta a elas é realizar as práticas de prevenção. Pois estas práticas tem por objetivo fazer parte das medidas de educação para a saúde e conhecimento da própria mulher. A mulher deve realizar estas práticas sempre, não esperar chegar a idade “certa” para realizar o auto-exame e a mamografia.



Bibliografia

FILHO,G.B; Bogliolo Patologia. 7ª Edição.Pgs: 628 à 639.Guanabara Koogan. Rio de Janeiro,2006.
DANTAS, E.L.R. Genética Do Câncer Hereditário. http://www.inca.gov.br/





Acadêmicas:
Karen A. Quevedo;
Frantiesca M. L. de Vargas;
Lili T. Dall Astra;
Evellim Nogueira.