Páginas

26 de nov. de 2010
data:post.title

ESTRONGILOIDÍASE

O homem é infectado por Strongyloides stercoralis, que possui em seu ciclo vital machos e fêmeas capazes de viver no solo; mas outra parte do ciclo é obrigatoriamente parasitária e tem por hábitat a parede intestinal. A doença é denominada estrongiloidíase, estrongiloidose ou anguilulose. As infecções leves são assintomáticas, as demais produzem quadros de enterite ou de enterocolite crônica que chegam a ser graves ou fatais, se houver imunodepressão.


MORFOLOGIA


As fêmeas parasitas são partenogenéticas, podendo haver multiplicação e auto-infestação no mesmo hospedeiro, e produzem larvas que, saindo para o meio externo, dão machos e fêmeas de vida livre. Estas, por sua vez, põem ovos e originam nova geração de larvas. Estudos mostraram que os machos participam do processo reprodutivo apenas parcialmente, sendo necessária a cópula e a penetração de espermatozóides para que os oócitos das fêmeas de vida livre embrionem, mas não há fusão do núcleo masculino com o do oócito (pseudogamia). A reprodução da fêmea de vida livre é, portanto, por partenogênese meiótica.
Tanto a morfologia como a biologia desses nematóides variam de acordo com a fase do ciclo em que se encontrem



Fêmea partenogenética: Possui corpo cilíndrico com aspecto filiforme longo; Extremidade anterior arredondada e posterior afilada; Aparelho digestivo simples com boca contendo três lábios; A larva, rabditóide, que é frequentemente libertada ainda no interior do hospedeiro, torna-se a forma evolutiva de fundamental importância no diagnóstico; Fêmea ovovivípara, pois elimina na mucosa intestinal o ovo já larvado.

Fêmea de vida livre: Apresenta cutícula fina e transparente, com finas estriações; Possui aspecto fusiforme, com extremidade anterior arredondada e posterior afilada

Macho de vida livre: Possui aspecto fusiforme, com extremidade anterior arredondada e posterior recurvada ventralmente; Apresentam dois pequenos espículos, auxiliares na cópula, que se deslocam sustentados por uma estrutura quitinizada denominada gubernáculo

Ovos: São elípticos, de parede fina e transparente, praticamente idênticos aos dos ancilostomídeos; Podem ser observados nas fezes de indivíduos com diarréia severa ou após utilização de laxantes.

Larva rabditóide: Apresentam cutícula fina e hialina; Nas formas disseminadas, são encontradas na bile, na urina, no escarro, nos líquidos pleural, duodenal e cefalorraquidiano; Se mostram muito ágeis com movimentos ondulatórios, quando visualizadas a fresco.

Larva filaróide: Apresentam cutícula fina e hialina; Podem ser vistos no meio ambiente e podem evoluir no interior do hospedeiro, ocasionando os casos de auto-infecção interna; É a forma infectante do parasito (L3), capaz de penetrar pela pele ou pelas mucosas; Porção anterior é ligeiramente afilada e a posterior afina-se gradualmente, terminando em duas pontas, conhecida como cauda entalhada, que a diferencia das larvas filarióides de ancilostomídeos, que é pontiaguda;


CICLO BIOLÓGICO


Algumas larvas rabditóides de primeiro estádio (quer produzidas por fêmeas de vida livre, quer por fêmeas parasitas - partenogenéticas -) eliminadas nas fezes, em lugar de produzirem outras de segundo estádio, passam a evolui para um tipo diferente, denominado larva filarióide (infectante). Essas larvas são bastante ativas e podem permanecer vivas durante cinco semanas. Mas elas só completam seu ciclo evolutivo se encontrarem um hospedeiro adequado e nele penetrarem através da pele. Depois de atravessar o tegumento as larvas alcançam a circulação venosa e realizam um ciclo que passa primeiro pela aurícula e ventrículo direitos do coração; depois pelas artérias pulmonares e rede capilar dos pulmões. Perfurando a parede dos capilares, chegam aos alvéolos e bronquíolos, onde os movimentos do epitélio ciliado promovem seu transporte passivo, junto com as secreções brônquicas, até a traquéia e a laringe, para serem deglutidas em seguida. Durante o ciclo pulmonar, completa-se a evolução larvária (comportando duas mudas) e, ao chegarem à cavidade intestinal, os vermes adultos estão formados.
No intestino, encontram-se apenas fêmeas. Elas são diferentes das fêmeas de vida livre, e sua capacidade de reprodução partenogenética estabelece a infecção a partir de uma única larva. O hábitat destas fêmeas filarióides partenogenéticas é a mucosa do intestino, especialmente no duodeno e jejuno. Aí perfuram o epitélio e se alojam na espessura da mucosa, onde se movem, alimentam-se e fazem suas desovas. Dos ovos, já embrionados, saem imediatamente larvas rabditóides que se dirigem para a luz do intestino, misturam-se ao bolo alimentar e são expulsas com as fezes do paciente.
*A partir das larvas rabditóides eliminadas com as fezes, duas possibilidades evolutivas existem:
1. Em alguns caos, essas larvas, no meio exterior, sofrem muda pela qual se transformam em larvas filarióides infectantes, capazes de penetrar em outro individuo e iniciar novo ciclo parasitário. Por essa razão, este é conhecido como ciclo direto do parasitismo. Ele pode ter lugar tanto no solo como sobre a pele da região perianal do paciente.
2. Em outros casos, as larvas rabditóides das fezes podem sofrer suas várias mudas no solo e produzir, ao fim de algum tempo, machos e fêmeas de vida livre. Depois da cópula, as fêmeas põem ovos de onde saem larvas rabditóides (semelhantes produzidas pelas fêmeas parasitas) que evoluem finalmente para larvas filarióides infectantes, as quais retornam ao parasitismo. Esse é o ciclo indireto.


TRANSMISSÃO:


Hetero ou Primoinfecção: Larvas filarióides infectantes (L3) penetram usualmente através da pele (não tendo preferência por um ou outro ponto do tegumento), ou, ocasionamente, através das mucosas, principalmente da boca e do esôfago;
Auto-Infecção Externa ou Exógena: Larvas rabditóides presentes na região perianal de indivíduos infectados transformam-se em larvas filarióides infectantes e aí penetram, completando o ciclo direto;
Auto-Infecção Interna ou Endógena: Ainda na luz intestinal de indivíduos infectados, larvas rabditóides transformam-se em larvas filarióides, que penetram na mucosa intestinal (cólon ou íleo). Esse mecanismo pode cronificar a doença por vários meses ou anos.



PATOGENIA, PATOLOGIA E SINTOMATOLOGIA


As lesões devidas ao Strongyloides relacionam-se com a penetração do parasito no hospedeiro; com sua migração durante o ciclo pulmonar; com sua permanência e multiplicação na mucosa intestinal ou em localizações ectópicas. As principais manifestações clínicas são dor abdominal, diarréia e urticária, com eosinofilia, dentre outras: Pele:alergia recorrente, erupções eritematosas, papulosas e pruriginosas no local de penetração da larva. Migração de larvas:sintomas primários pulmonares; pneumonia brônquica verminosa. Intestino:dor abdominal, diarréia e constipação, vômitos, perda de peso, anemia variável, eosinofilia, perda protéica enteropática. Freqüentemente assintomática em infecções leves; em geral, não há lesões extensas; intestino edematoso e congesto em infecções pesadas;

DIAGNÓSTICO

Visto que esta parasitose produz síndromes pulmonares e digestivas comuns a outras doenças, o diagnóstico clínico é incerto, são necessários então exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.
Exames coproscópicos: podem ser encontradas as larvas rabditóides de Strongyloides stercoralis, mas não os ovos que eclodem logo depois da oviposição, ainda na mucosa intestinal.
Extração das larvas de massa fecal: é feita com água tépida e baseada no hidrotropismo e termotropismo desses organismos, como ocorre no método de Baermann, no de Rugai e similares. Esses métodos caracterizam-se pela simplicidade e rapidez de execução, dando resposta dentro de uma ou duas horas e sua eficiência decorre do uso de volumes relativamente grandes de material fecal, colocada sobre uma tela forrada de gaze e posta em contato com a água.
Coprocultura: é feita pelo método de Harada-Mori (em tubos de ensaio) ou pelo método de Baermann de cultivo sobre carvão ativado em placas fechadas, que requerem menores quantidades de fezes e se adaptam melhor aos inquéritos parasitológicos de massa.
Testes imunológicos: proporcionam boas indicações para o diagnóstico desta parasitose, mas a confirmação pelo encontro das larvas é essencial. O teste de ELISA, feito com antígeno de S. ratti, permite reconhecer a maioria dos casos de parasitismo, mas dá reações cruzadas com ascaridíase e, sobretudo, ancilostomíase


EPIDEMIOLOGIA


A estrongiloidíase é cosmopolita. Nas regiões endêmicas, a única fonte de infecção é o homem, segundo as evidências atuais, ainda que cães, gatos e outros animais possam infectar-se com S. stercoralis e apresentar um parasitismo transitório. A contaminação do solo resulta do hábito de defecar no chão. Mas, para que as larvas rabditóides sobrevivam no solo, desenvolvam-se ate vermes adultos (machos e fêmeas de vida livre) e estes se multipliquem, são necessárias condições, como por exemplo, o terreno ser poroso, rico em matéria orgânica e conter certo grau de umidade.
Os fatores que influenciam no aparecimento, na manutenção e propagação da estrongiloidíase são: presença de larvas infectantes originárias do ciclo direto e de vida livre, no solo; presença de fezes de homens ou animais infectados, contaminando o solo; solo arenoso ou areno-argiloso, úmido e com ausência de luz solar direta; não utilização de calcados; condições sanitárias e hábitos higiênicos inadequados; contato com alimento contaminado por água de irrigação poluída com fezes


PROFILAXIA


Para consolidar os resultados de um bom programa de controle, é necessário mudar o comportamento da população em relação à educação sanitária de forma a reduzir a poluição do meio e a reinfecção dos habitantes, em cada domicílio. Alguns hábitos devem ser implantados profilaticamente por crianças e adultos que delas cuidam, tais como uso de instalações sanitárias adequadas por todos os moradores da residência; lavagem cuidadosa de frutas e legumes, antes de consumi-los crus; proteção dos alimentos contra poeiras, insetos e outros animais que possam ser vetores mecânicos de ovos de helmintos, bem como a proscrição da matéria fecal humana como adubo


TRATAMENTO

Albendazol; Ivermectina; Tiabendazol























BIBLIOGRAFIA


  • NEVES, David P. [et al]. Parasitologia humana. 11 ed. São Paulo: Atheneu, 2005.

  • REY, L. Bases da parasitologia médica. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

















ACADÊMICA: Karen Quevedo

24 de nov. de 2010
data:post.title

UNIC- UNIVERSIDADE DE CUIABÁ

Como acadêmica, tenho o dever de trazer a vocês informações sobre a instituição e dizer que faculdade particular não significa ter só melhores preços de mensalidades, FACULDADE PARTICULAR DEVE SER REFERÊNCIA DE QUALIDADE. Isso posso dizer com certeza que a UNIC tem!!! ;]
Formando pessoas, realizando sonhos. A UNIC completa 20 anos com inúmeros motivos para comemorar. Afinal, são 20.596 alunos matriculados, 22.139 alunos formados em graduação, 7.744 em pós-graduação e 63 nos cursos de mestrado, nos 5 campi implantados em todo o Estado, 20 anos de realizações e resultados.
A história da UNIC é constituída de momentos marcantes e ações empreendedoras no Ensino Superior, o que a torna reconhecida, como uma instituição de excelência.
A Universidade de Cuiabá foi fundada no dia 19 de Abril de 1988, sendo, na época, a primeira faculdade de iniciativa privada no Estado de Mato Grosso.
Nesses 22 anos de trabalho, a UNIC vem realizando mudanças e sendo pioneira em muitas iniciativas. Uma delas foi a implantação do curso de Odontologia, pioneiro no Estado, assim como os cursos de Farmácia, Bioquímica, Fisioterapia, Psicologia e mais recentemente Gastronomia, Artes Cênicas, Design de Interiores, Design de Modas e muitos outros.
Todos os anos, milhares de jovens se matriculam na instituição em busca da realização de um sonho: a formação profissional voltada para o mercado de trabalho em nível nacional.
A UNIC também consolidou sua imagem na realização de ações sociais. A sociedade mato-grossense tem sido beneficiada pelos serviços nas clínicas de Fisioterapia, de Psicologia, de Odontologia, nos Laboratórios de Análises Clínicas, no Hospital Geral Universitário, na Creche São Francisco de Assis e no Núcleo de Assistência Jurídica - UNIJURIS.
Estes projetos são desenvolvidos a cada ano com a dedicação de toda a comunidade acadêmica.Devido a iniciativa do professor Altamiro Belo Galindo e da professora Célia Marilena Calvo Galindo, hoje a instituição é uma das principais fontes de ensino para o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso, formando profissionais competentes e éticos. Com o passar do tempo, a Universidade de Cuiabá encontra ainda mais motivos para realizar sonhos.22 anos trabalhando em prol das ações sociais.
A UNIC está presente na vida das pessoas de forma intensa e constante, através de projetos e ações sociais nas mais diferentes áreas: Direito, Nutrição, Medicina, Odontologia, Psicologia, Enfermagem, Fisioterapia, Ciências Contábeis, Informática, Farmácia e Bioquímica, entre outras. A UNIC contribui para o bem-estar e qualidade de vida da população de Cuiabá e região. Conheça alguns projetos e ações realizadas pela UNIC:
Programa UNICOMUniversidade e Comunidade - é um trabalho social desenvolvido pelos educadores para a inclusão social e educacional da população carente mato-grossense. O UNICOM atua em conjunto com a Creche São Francisco de Assis, atendendo a 120 crianças de 0 a cinco anos e também desenvolve projetos nos bairros Praeiro, Praeirinho e Belinha.
Clínica de Odontologia - Visando à saúde e prevenção bucal, oferece atendimento odontológico gratuito à comunidade de baixa renda de Cuiabá e região, em projetos como Siminina, Nossa Casa, Família Feliz, DAE, São Vicente e clínica Bebê.
Clínica de Fisioterapia - Realiza atendimento de ortopedia, lesões-traumáticas, fraturas e problemas de coluna, lesões esportivas neurológicas e respiratórias.
Clínica de Psicologia – Oferece atendimento psicológico clínico para a comunidade.
UNIJURIS - Núcleo de Assistência Jurídica – Presta assessoria e assistência jurídica às pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos. Ciências Contábeis e Economia - Há cinco anos, auxilia a população na Declaração do Imposto de Renda.Faculdade de Tecnologia – Fatec- Põe em prática projetos para a comunidade de baixa renda, como o Programa de Inclusão Digital - Informática Básica, para alunos de Escolas de 1° Grau da periferia de Cuiabá.
Farmácia e Bioquímica – Desenvolve campanhas pelo uso racional de medicamentos.Enfermagem - Executa atividades sociais como campanhas de vacinação, palestras, dentre outras.
Nutrição – Oferece palestras mostrando à comunidade como aproveitar melhor os alimentos.
Hospital Geral Universitário – HGU
A assembléia geral que aprovou a parceria UNIC/HGU foi realizada em 19 de janeiro de 2000, quando a UNIC passou a administrar o antigo Hospital Geral com a missão de evitar que se fechassem suas portas. Hoje o HGU – Hospital Geral Universitário - é referência regional na área da saúde. É o maior parceiro do SUS em Mato Grosso e mantém o principal Banco de Leite Materno do Estado. Considerando apenas o ano de 2007, foram realizadas 8.873 internações, 3.911 cirurgias, 140.120 atendimentos laboratoriais, 277.477 análises clínicas, 2.624 partos e cesarianas, 170 internações na UTI Adulto, 426 internações na UTI Neonatal, 14.598 exames radiológicos (Raios-X, tomografia, ECG e mamografia) e 4.768 de ultra-som, 56.731 exercícios em fisioterapia, 20.519 sessões de terapia renal substitutiva, 5.793 sessões de quimioterapia ambulatorial, 18.045 anátomo-patológico. No Programa Fissuras, o HGU possui parceria com a Secretaria de Saúde de Mato Grosso e com o The Smile, que ajuda no custeio das cirurgias. No Estado, é o único que inicia o tratamento na fase da gestação, oferecendo assistência às futuras mamães de bebês com lábio leporino. Após a concepção, esses bebês são encaminhados para a realização de cirurgias que os integram à sociedade. Recentemente, o HGU foi reconhecido como “Tecnologia Social” pela Fundação Banco do Brasil. As mudanças podem ser vistas no período cronológico:
- 1988 – Implantação da FIC – Faculdades Integradas de Cuiabá, com os cursos de Pedagogia, Ciências Econômicas e Matemática, sendo sua primeira instalação no Departamento de Ação Social Arquidiocesana (Colégio Dasa), da Cúria Metropolitana de Cuiabá.
- 1989 – Construção do primeiro campus da FIC e início dos cursos de História, Geografia, Letras, Educação Artística, Direito, Farmácia e Bioquímica, Fisioterapia e Psicologia.
- 1990 – Criação do curso de Odontologia, pioneiro no Estado de Mato Grosso, e do curso de Ciências Biológicas. - 1993 – Incorporação da FIC e do Centro Tecnológico de Cuiabá.
- 1994 – A FIC foi reconhecida como Universidade. Com a denominação de “União das Escolas Superiores de Cuiabá”, tornou-se mantenedora da UNIC – Universidade de Cuiabá.
- 2000 – Criação dos cursos de Medicina, Medicina Veterinária, Enfermagem e Arquitetura. - A UNIC assumiu a Sociedade de Proteção à Maternidade e à Infância de Cuiabá, conhecida como Hospital Geral Universitário – HGU.
- 2003 – A UNIC iniciou o projeto UNICOM – Universidade e Comunidade, atendendo às comunidades dos bairros Praeiro, Praeirinho e Belinha. Além disso, estabeleceu parceria com a Creche São Francisco de Assis.
- 2005 – Criação do campus Pantanal - o primeiro campus universitário dentro de um shopping em Mato Grosso.
- 2007 – A UNIC ofereceu 53 cursos de graduação em Licenciatura, Bacharelado e Tecnológico, 70 cursos de especialização lato sensu e MBA e cinco cursos de Idiomas.
- 2008 – A UNIC comemorou no dia 19 de abril 20 anos de existência no mercado mato-grossense.
A UNIC e o futuro – IUNI Educacional
A história da Universidade de Cuiabá não pára por aqui. Diferentes propostas surgem e ainda há muito a ser feito. Continuando sua caminhada rumo ao sucesso, a UNIC hoje lidera o IUNI Educacional, o 8° maior grupo no segmento de instituições privadas de Ensino Superior, com atuação nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Novos desafios, novas responsabilidades, mas com a missão: “melhorar a vida das pessoas através da Educação Superior responsável”.
Atualmente o grupo IUNI Educacional pertence ao grupo KROTON, se tornando assim uma das maiores instituições educacionais da ÁMERICA LATINA.
Maiores imformações: www.unic.com
Acadêmica: Karen Quevedo
22 de nov. de 2010
data:post.title

DIAGNÓSTICO IMUNOLÓGICO PARA TOXOPLASMOSE E RUBÉOLA

1. TOXOPLASMOSE


1.1 Doença e Manifestações clínicas

A Toxoplasmose é uma doença parasitária infecciosa, onde seu agente casual é o Toxoplasma gondii, um parasito intracelular, capaz de infectar tanto mamíferos como aves, inclusive o homem. Todas as fases do ciclo de vida ocorrem nos felinos, mas somente os estágios de trofozoíto e cisto ocorrem em humanos e outros hospedeiros intermediários.
A transmissão ocorre pela ingestão de carne mal cozida, que contém cistos teciduais, ou pela ingestão de oocistos infectantes em alimentos ou água contaminada com fezes de gatos. A doença a maioria das vezes é assintomática. Possui larga distribuição geográfica ocorrendo tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. A infecção nas pessoas imunocomprometidas pode apresentar complicações graves. A infecção in útero pode resultar em infecção congênita grave com seqüelas ou natimortos.
A maioria das infecções agudas é assintomática ou mimetiza outras doenças infecciosas, nas quais febre linfodenopatia são proeminentes. A infecção congênita pode ocorrer quando a mãe desenvolve a infecção aguda durante a gestação. O risco de infecção de recém-nascido não está relacionado à presença ou ausência de sintomas na mãe, mas a gravidade da infecção depende do período de gestação em que o contágio ocorre. Morte intra-uterina, microcefalia ou hidrocefalia com calcificação intracraniana podem ocorrer quando a infecção é adquirida na primeira metade da gestação. As infecções na segunda metade da gestação geralmente são assintomáticas ao nascimento, embora febre, hepatosplenomegalia e icterícia possam aparecer. Coriorretinite, retardo psicomotor e distúrbios convulsivos podem se manifestar meses ou anos depois.
Em indivíduos imunossuprimidos, especialmente aqueles com AIDS, apresentam infecções do SNC. Outras manifestações clínicas e patológicas incluem pneumonite, miocardite, renite, pancreatite ou orquite.


1.2 Diagnóstico Imunológico

Existem outros métodos de diagnóstico, mas o imunológico ainda é o mais realizado. A sorologia continua sendo a principal abordagem no diagnóstico da toxoplasmose.
O teste com o corante de Sabin-Feldman e o ensaio de IF (imunofluorescência) são padrões com os quais os demais métodos são comparados, embora o primeiro seja realizado em poucos centros. Os teste de EIA (ensaio imunoenzimático) estão comercialmente disponíveis e resultados são semelhantes a IF.
Os teste para anticorpos IgM específicos são especialmente úteis para o diagnóstico de infecção congênita e aguda, mas o conhecimento das limitações do exame, particularmente da ocorrência de reações falso-positivas, é extremamente importante. A persistência de anticorpos IgM específicos, algumas vezes por um ano ou mais, também, é problemática e deve ser interpretada em conjunto com os resultados da dosagem de anticorpos IgG. Tendo em vista que muitas pessoas apresentam infecção assintomática, títulos baixos de IgG é de pouco significado. Os títulos em pacientes com infecções oculares crônicas também pode estar baixo.
Pacientes imunocomprometidos, aqueles com AIDS, apresentam anticorpos IgG preexistentes específicos, embora os títulos possam ser baixos, e raramente é observada IgM. A interpretação dos títulos de IgM e IgG varia conforme a metodologia do teste e o fabricante. O laboratório que realiza o exame deve fornecer os critérios necessários para a interpretação

2. RUBÉOLA


A rubéola (sarampo alemão) geralmente produz uma febre branda e uma erupção transitória em crianças e em adultos. O vírus da rubéola circula pela via hematogênica, mesmo nos casos brandos, e a disseminação virêmica transplacentária durante o primeiro trimestre da gravidez pode produzir má formação teratogênicas cardíacas, oculares e cerebrais desvastantes.
Quando há suspeitas de rubéola aguda em uma mulher grávida, o método mais direito e seguro de diagnóstico consiste em detectar os anticorpos IgM anti-rubéola no soro da mulher, por ELISA ou IFA.
O método de ELISA é o mais realizado devido sua sensibilidade e facilidade, sendo realizado da seguinte forma:
PASSO: Colocar o soro do paciente em placas de microtitulação sensibilizadas com anticorpo reagente, se o soro apresentar antígeno se ligará ao anticorpo da fase sólida (ELISA captura), um segundo anticorpo é conjugado com uma enzima e é colocado no poço tendo a capacidade de se ligar ao antígeno;
PASSO: Após o segundo anticorpo ser adicionado, será realizada uma lavagem para eliminar os anticorpos não ligados, depois é adicionado o substrato da enzima que irá reagir produzindo um produto colorido que é verificado em espectrofotometria.





BIBLIOGRAFIA

  • HENRY, John B; Diagnóstico clínicos e tratamentos por métodos laboratoriais.
    20ª Edição. Manole, 2008;
  • COURA, Dinâmica das Doenças Infecciosas e Parasitárias, 2º volume. Guanabara Koogan, 2005.

ACADÊMICA:

Karen Quevedo

20 de nov. de 2010
Dia do Biomédico!

Dia do Biomédico!

Aos nossos colegas biomédicos e futuros biomédicos, desejamos grande sucesso! Parabéns a todos!





“Que todos os nossos esforços desafiem as impossibilidades. Lembrai-vos que as grandes proezas da história foram conquistas do que parecia impossível”. (Chaplim)
18 de nov. de 2010
data:post.title

Pérolas do ENEM 2010



Tudo isso colaborou com a extinção do micro-leão dourado.” (Viva a tecnologia!… Uh… É da Apple?)
“Ser ateu é crer que não há nada pra crer (Tenso!)

“Marketing em português é mercado, marketing pessoal, portanto é o mercado que freqüentamos” (O Mestre do Inglês e do raciocínio lógico!)
“Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado" (O cara descobriu como acabar com a sede no mundo!)

“O peso molecular do chumbo é aproximadamente uma enormidade.” (Sim, claro! São toneladas! Mas quanta precisão a desse cara!)
“O Lavoisier era assim chamado, pois se lavava facilmente, ou seja, lavou + easyer" (Só há uma palavra para comentar tal afirmação: PUTZ!)

“Já está muito de difícil de achar os pandas na Amazônia” (Acho que os macacos desapareceram do pólo norte também!)
“A Guerra Fria foi motivada pela sede de vingança, haja visto que a vingança é um prato que se come frio” ( P.S.: Andei fugindo das aulas de História!)

“O Brasil é um país abastardado com o futuro promissório, e parece que também confusório e preocupatório.” (Super confusório, não acham?)
“Parênteses é o grau da família que existe entre os pais e filhos, tios e sobrinhos, avós e netos, primos e primas, etc.” (O que falar sobre isso? O cara deve ter estudado muito português e depois pirou!)

“A gente tem que tomar mais cuidado ao sair de casa, pois estão morrendo pessoas que nunca morreram antes"  (Essa pessoa merece um prêmio por sua descoberta fenomenal!)
“Nos aviões, os passageiros de Primeira Classe sofrem menos acidentes do que os da classe econômica” (Isto é, geralmente o avião se parte ao meio e a classe econômica cai enquanto a primeira classe continua voando!)

“Isso tudo é devido aos raios ultra-violentos que recebemos todo dia.” (Haja para-raio, hein!)
 “A situação tende a piorar: os madeireiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região.” (Hein?)
“Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna.” (Amém…)

“Acho que temos que dar razão a quem não tem, pois quem tem razão já não precisa” (Eu acho que esse cara tem razão!)
“Vamos deixar de sermos egoístas e pensarmos um pouco mais em nós mesmos.(Isso que eu chamo de contradição contraditória!)

“A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando (Pedro Álvares Cabral que plantou!)
“O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia (Depois de ler isso me sinto mais tranqüila… Uh, e como anda o seu cérebro, cara?)

"O Brasil não teve mulheres presidentes, mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino.” (Afinal não tivemos nenhum presidente gay!)
Dom Pedro I renunciou ao trono porque recebia menos que um salário-mínimo” (Cara! Se eu fosse ele também renunciaria!)

“O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio” (Como é que é?)
“O transmissor do Mal de Chagas é chamado de barbeiro porque ele tem barba" (Eu imaginava que fosse porque ele não sabia dirigir!)

“Os índios do estrangeiro eram os Incas e os Estacas” (Eita… Os vampiros que cuidem com esse povo!)
 “O Vegetariano é um sujeito preguiçoso, que não trabalha, não faz nada, só vegeta” (Acho que o cérebro dele que vegeta!)

“A Luz do Sol demora a noite inteira para chegar até a Terra (Não há nada tão lento como a velocidade da luz!)
“O Meio de Transporte mais utilizado no deserto da Arábia é o tapete” (O cara se esqueceu de comentar o quanto é ecológico utilizar o tapete como meio de transporte!)

“Neurótico é a inflamação aguda do Nervo Ótico” (Esse cara precisa visitar um psiquiatra…)
“A Floresta está cheia de animais já extintos” (Eu não acredito que o cara conseguiu formular essa frase, vendo o quanto o seu encéfalo é desenvolvido!)

“A diferença entre Estrela e Planeta é simples: o Planeta é redondo, e a Estrela tem pontas” (Ainda podemos acrescentar nessa afirmação que as estrelas podem ter mais que cinco pontas…)
“A Terra é um dos planetas mais conhecidos no mundo” (Eu acho que esse cara votou no Tiririca)

“Os animais acabam sem água para beber e para tomar banho.” (Os coitados ficam sem água para lavar a louça também!)



17 de nov. de 2010
Doenças provocadas por Clostridium

Doenças provocadas por Clostridium



O gênero Clostridium possui varias características como a sensibilidade ao oxigênio, serem Gram positivos, presença de endoesporos, incapacidade de reduzir sulfato a sulfito; porém nem todas as bactérias presentes nessa classificação têm essas características.
Foram usados para a classificação desse gênero métodos embasados em exames de diagnósticos como a demonstração de esporos, o crescimento ideal em condições anaeróbicas, um padrão complexo de reatividades bioquímicas e a detecção de ácidos graxos voláteis característicos por cromatografia gasosa. Assim foram diferenciados 177 tipos de espécies bacterianas, contudo a maior parte das bactérias que puderam ser isoladas não tem importância clínica e, as que interessam, são poucas.
Mas foram feitas novas pesquisas e com o uso de técnicas que seqüenciaram o genoma dessas bactérias foram feitos novas divisão que, de maneira apropriada, deveriam ter sido divididas em novos gêneros, entretanto a classificação ainda está por isso ainda usamos o nome Clostridium.
Nesse trabalho abordaremos dois microrganismos em especial, Clostridium tetani e Clostridium botulinum, que tem significado clínico grave. Esses patógenos quando infectam o corpo humano produzem toxinas que afetam o sistema nervoso e impedem a liberação de neurotransmissores, por conseqüência ocorrem sérios danos a esse sistema.


1. TÉTANO



O tétano é uma doença grave causada pela toxina produzida por uma bactéria, o Clostridium tetani. Essa bactéria é encontrada no ambiente (solo, esterco, superfície de objetos) sob uma forma extremamente resistente, o esporo. Quando contamina lesões, sob condições favoráveis (presença de tecidos mortos, corpos estranhos e sujeira), torna-se capaz de produzir a toxina, que atua em terminais nervosos, induzindo fortes contrações musculares.

1.1 Clostridium tetani








1.1.1 Fisiologia e estrutura

C. tetani é um bastonete GRAM-POSITIVO anaeróbio, móvel e esporulado. É difícil de cultivar, porque este organismo é extremamente sensível a toxidade do oxigênio e, quando o crescimento é detectado em meio de ágar, tipicamente se apresenta como uma película sobre a superfície do ágar em vez de colônias discretas. As bactérias são proteolíticas, mas incapazes de fermentar carboidratos.


1.1.2 Patogênese

Embora as células vegetativas de C. tetani morram rapidamente em contato com o oxigênio, a formação de esporos permite que o organismo sobreviva nas condições mais adversas. Ainda mais importante é o fato e que o C. tetani produz duas toxinas, uma hemolisina sensível ao oxigênio (tetanolisina) e uma neurotoxina termolábil, codificada por plasmídeo (tetanospasmina) que transporta o gene da tetanospasmina é não conjugativo, portanto uma cepa atóxica de C. tetani não pode se converter em uma cepa toxigênica.
A tetanospasmina é produzida durante a fase estacionária de crescimento e é liberada na lise celular, sendo responsável pelas manifestações clinicas do tétano. A toxina peptídica é “cortada” por enzimas proteolíticas para formar duas cadeias peptídicas unidas por pontes dissulfeto. Em condições reduzidas, os dois peptídeos são cindidos em cadeia leve (α) e uma cadeia pesada (β). A cadeia α é internalizada e se move dos nervos periféricos para o sistema nervoso central (SNC), ela atua bloqueando a inibição pré-sináptica do SNC, causando paralisia espasmódica, tétanos e convulsões generalizadas. Quando alcança o SNC se fixa ao seu receptor a toxina bloqueia a inibição pós-sináptica normal do neurônio espinhal que segue impulsos aferentes, impedindo a liberação dos inibidores neurotransmissores. A sensibilidade resultante dos impulsos excitadores, não controlados por mecanismos de inibidores, produz uma paralisia espasmódica generalizada, característica do tétano.

1.2. Epidemiologia

C. tetani é ubiquitário. É encontrado no solo fértil e coloniza transitoriamente o trato gastrointestinal de muitos animais, incluindo humanos. As formas vegetativas de C. tetani são extremamente suscetíveis à toxidade pelo oxigênio, mas os organismos formam esporos rapidamente, podendo sobreviver na natureza por longos períodos. Nos EUA a doenças é relativamente rara, manos de 40 casos por ano sendo os idosos com diminuição da imunidade os afetados. Porém, em países em desenvolvimento ainda é um grande causador de vitimas, devido não terem em disposição a vacinação. Estima-se que ocorra 1 milhão de casos por ano, com mortalidade de 30% a 50%, sendo que metade em neonatos.

1.3. Doenças clínicas

O período de incubação do tétano varia de alguns dias até semanas. A duração de incubação está diretamente relacionada à distância da infecção primária em relação ao sistema nervoso central (SNC).
Tétano localizado: o início dos sintomas ocorre com mialgia por contrações involuntárias dos grupos musculares próximos ao ferimento, podendo ficar restrito a um determinado membro.
Tétano cefálico: ocorre devido a ferimentos em couro cabeludo, face, cavidade oral e orelha, levando a paralisia facial ipsilateral à lesão, trismo, disfagia e comprometimento dos pares cranianos iii, iv, ix, x, xii.
Tétano generalizado: caracterizado pelo trismo, devido à contração dos masseteres e músculos da mímica facial, ocasionando o riso sardônico. Outros grupos musculares são acometidos, como os retos abdominais e a musculatura paravertebral, podendo ocasionar opistótono (característico das crianças). Com a evolução da doença, os demais músculos do organismo são acometidos progressivamente. As contraturas musculares vêm logo a seguir e, dependendo de sua intensidade e freqüência, o tétano poderá ser com menor ou maior gravidade, piorando aos estímulos auditivos, visuais e táteis. Dependendo de sua intensidade, esses espasmos podem evoluir até para fraturas de vértebras ou parada respiratória. O paciente tetânico, a despeito de sua gravidade, permanece sempre lúcido. A febre, quando presente, indica mal prognóstico ou infecção secundária. Entre as manifestações de hiperatividade simpática, temos: taquicardia, hipertensão arterial lábil, sudorese profusa, vasoconstrição periférica, arritmias cardíacas e até hipotensão arterial.
Tétano neonatal: é causado pela aplicação de substâncias contaminadas na ferida do coto umbilical. O período de incubação é de aproximadamente sete dias e tem como característica principal o opistótono. No início, a criança pode apresentar apenas dificuldade para se alimentar. Geralmente ocorre em filhos de mães não-vacinadas ou inadequadamente vacinadas no pré-natal. É importante o diagnóstico diferencial com meningite e sepse do período neonatal, já que os quadros infecciosos graves neste período podem cursar com opistótono.

1.4. Diagnóstico laboratorial

O diagnóstico do tétano, como o da maioria de doenças por clostrídios, é feito com base na apresentação clínica. A detecção microscópica de C. tetani ou seu isolamento em cultura são úteis, mas frequentemente falham. Os resultados da cultura são positivos em apenas cerca de 30% dos pacientes com tétano, porque a doença pode ser causada por relativamente poucos organismos, e as bactérias de crescimento lento são rapidamente destruídas quando expostas ao ar. A toxina tetânica e os anticorpos contra ela não são detectáveis no paciente, porque a toxina se liga e é internalizada rapidamente por neurônios motores. Se o organismo for isolado em cultura, a produção de toxina pelo isolado pode ser confirmado pelo teste de neutralização com antitoxina tetânica em ratos (realizado apenas em laboratórios de referência em saúde pública).

1.5. Tratamento, prevenção e controle

A mortalidade associada ao tétano tem diminuído persistente durante o último século. A mortalidade ocorre entre neonatos e pacientes cujo período de incubação seja menor que uma semana.
O tratamento do tétano requer o debridamento da ferida primária (que pode parecer inócua), o uso de metronidazol, a imunização passiva com imunoglobulina titânica humana e a vacinação com toxóide tetânico. O cuidado com a ferida e a terapia com metronidazol eliminam as bactérias vegetativas que produzem a toxina, e os anticorpos antitoxina agem ligando a moléculas livres de tetanospasmina. Metronidazol e penicilina apresentam atividades equivalentes contra C. tetani; entretanto, a penicilina, assim como a tetanospasmina, inibe a atividade de GABA, portanto não deve ser utilizada. A toxina ligada a terminações nervosas está protegida de anticorpos. Assim, os efeitos tóxicos devem ser controlados sintomaticamente até que a regulação normal da transmissão sináptica seja restaurada.
A vacinação, feita em uma série de três doses de toxóide tetânico, seguida por doses de reforço a cada 10 anos, é altamente eficiente na prevenção do tétano.


Fotos:

Tétano neonatal





2. BOTULISMO

Forma de intoxicação alimentar, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, presente no solo e crescem em alimentos contaminados (frutas, vegetais conservados de modo inadequado), condimentos e produtos derivados de pescados. A intoxicação se caracteriza por um comprometimento severo do sistema nervoso, podendo levar a morte.

2.1 Clostridium botulinum







2.1.1. Fisiologia e Estrutura

C. botulinum, o agente etiológico do botulismo, é um grupo heterogêneo de grandes bastonetes, anaeróbios fastidiosos e esporulados. Estas bactérias se subdividem em quatro grupos, com base em propriedades fenotípicas e genéticas, e certamente representam quatro espécies separadas que foi classificada historicamente como uma espécie única. Sete toxinas botulínicas antigenicamente distintas (A a G) foram descritas; a doença humana está associada aos tipos A, B, E e F. A p0rodução de toxinas está associada a grupos específicos.

2.1.2. Patogênese

Assim como a toxina tetânica, a toxina de C. botulinum é uma protoxina (toxina A-B) de 150.000 Da que consiste em uma subunidade pequena (cadeia leve ou A) com atividade de endopeptidase de zinco e uma subunidade grande (cadeia pesada ou B), atóxica. Ao contrário da neurotoxina tetÂnica, a toxina de C. botulinum forma complexos com proteínas atóxicas que protegem a neurotoxina durante a passagem pelo trato digestivo (o que é desnecessário para a neurotoxina tetânica). A porção carboxiterminal da cadeia pesada botulínica se liga a glicoproteínas e receptores de ácido siálico específicos (diferentes daqueles da tetanospasmina) na superficie de neurônios motores e estimula a endocitose da molécula de toxina. A neurotoxina botulinica permanece na junção neuromuscular. A acidificação do endossomo estimula a liberação N- terminal da cadeia leve, mediada pela cadeia pesada. A endopeptidase botulínica inativa, então, as proteínas que regulam a liberação de acetilcolina, bloqueando a neurotransmissão em sinapses colinérgicas periféricas. Como a acetilcolina é necessária para a excitação muscular, o quadro clínico resultante do botulismo consiste em uma paralisia flácida. Assim como no tétano, a recuperação da função após o botulismo requer a regeneração das terminações nervosas.


2.2. EPIDEMIOLOGIA

C. botulinum é comumente isolado em amostras de solo e água em todo o mundo o mundo. Nos EUA é encontrado em solo neutro ou alcalino cepas do Tipo A, cepas do Tipo B são encontrados em solo orgânico, cepas do Tipo E são encontradas em solo úmido. Embora seja facilmente encontrado nos EUA a doença é rara.
Foram identificados as seguintes formas de botulismo: (1)botulismo clássico ou alimentar, (2) botulismo infantil, (3) botulismo de ferida e (4) botulismo inalatório.
Os casos de botulismo alimentar está associado a contaminação por alimentos enlatados, sendo que os alimentos podem apresentar aparencia normal, mas mesmo pequena a porção pode provocar a doença clínica fulminante. O botulismo infantil está associado ao consumo de alimentos (particularmente o mel) contaminados com esporos botulínicos. A incidência de botulismo de lesão é desconhecida ou rara. O botulismo inalatório constitui um grande preocupação nesta era de bioterrorismo. A toxina botulínica foi concentrada com o propósito de ser aerossolizada e usada como asma biológica. Quando administrada desta forma, a doença inalatória apresenta um início rápido e potencialmente uma alta mortalidade.



2.3 Doenças clínicas


2.3.1 Botulismo Alimentar:


Pacientes com botulismo alimentar apresentam, tipicamente, fraqueza e tonteiras entre 1 e 2 dias após o consumo do alimento contaminado. Os sinais inciais incluem visão borrada com pupilas fixas e dilatadas, boca seca (indicativa dos efeitos anticolinérgicos da toxina), constipação e dor abdominal. Não ocorre febre. Pacientes com doença progressiva desenvolvem fraqueza descendente bilateral dos músculos periféricos (paralisia flácida), e a morte é mais habitualmente causada por paralisia respiratória. Os pacientes não apresentam alterações sensitivas ao longo da doença. Apesar da conduta agressiva tomada contra a condição do paciente, a doença pode continuar a progredir, porque a neurotoxina se liga irreversivelmente e inibe a liberação exitatória de neurotranmissores por um período prolongado. A recuperação completa frequentemente leva muitos meses ou anos, ou até que as terminações nervosas se regenerem.
A mortalidade em pacientes com botulismo alimentar, que já chegou a 70%, foi reduzida a 10% através do uso de melhores cuidados de suporte, particularmente no tratamento das compicações respiratórias.


2.3.2 Botulismo Infantil:


O botulismo infantil foi inicialmente reconhecido em 1976, e é atualmente a orma mais comum de botulismo nos EUA. Ao contrário do botulismo alimentar, esta doença é causada por neurotoxinas produzidas in vivo por C.botulinum não é capaz de sobreviver e proliferar em seus intestinos. Na ausência de microrganismos entéricos competitivos, entretanto, o organismo pode se estabelecer no trato gastrointestinal de crianças. A doença afeta tipicamente crinaças com menos de 1 ano de idade (a maioria entre 1 e 6 meses), e os sintomas são incialmente inespecíficos (por exemplo: constipação, choro fraco, comprometimento no desenvolvimento).
Pode se desenvolver uma doença progressiva com paralisia flácida e parada respirátoria; entretanto, a mortalidade em casos documentados de botulismo infantil é mutio baixa (1% a 2%). Algumas mortes de neonatos atribuídas a outras condições (por exemplo: síndrome da morte súbita infantil) podem na verdade, ser causada por botulismo.

2.3.3 Botulismo de Lesão:

O botulismo de lesão se desnvolve a partir da produção de toxinas por C. botulinum em lesões contaminadas. Embora os sintomas sejam idênticos aos da doença alimentar, o período de incubação é geralmente mais longo (quatro dias ou mais), e os sintomas gastrointestinais são menos proeminentes


2.4 Diagnóstico laboratorial


O diagnóstico clínico de botulismo é confirmado se o organismo for isolado ou se for demonstrada a atividade da toxina. Esta é mais facilmente é mais facilmente encontrada nos estágios iniciais da doença. Deve-se realizar uma tentativa de cultivar C. botulinum a partir das fezes de pacientes com doença alimentar e, se possível, do alimento relacionado. Nenhum exame isolado para a detecção de botulismo alimentar apresenta sensibilidade maior que 60%. Por outro lado, a toxina é detectada no soro de mais de 90% dos neonatos com botulismo.
O isolamento de C. botulinum a partir de amostras contaminadas por outros organismos pode ser melhorado pelo aquecimento da amostra a 80ºC durante 10 minutos, para destruir todas as bactérias que não são clostrídios. A cultura da amostra aquecida em meios anaeróbios enriquecidos nutricionalmente permite que os esporos de C. botulinum, que são resistentes ao calor, germinem. As cepas de C. botulinum associadas ao botulismo humano são caracterizadas pela produção de lípase (que aparece como um filme iridescente em colônias cultivadas em ágar gema de ovo) e pela capacidade de digerir proteínas do leite, hidrolisar gelatina e fermentar glicose.
A demonstração da toxina (tipicamente realizada e laboratórios de saúde pública) deve ser realizada com um bioensaio em camundongos. Este procedimento consiste em preparar duas alíquotas do isolado, misturar uma delas com antitoxina e inocular intraperitonelamente cada alíquota em camundongos, confirma-se a atividade da toxina. Amostra do alimento relacionando a doença, fezes e soro do paciente devem sem testadas quando à atividade da toxina.
O diagnóstico de botulismo infantil é corroborado se (1) C. botulinum for isolado nas fezes ou (2) for detectada atividade da toxina nas fezes ou no soro. O organismo pode ser isolado em cultura de fezes em praticamente todos os pacientes, porque os neonatos podem permanecer como portadores assintomáticos do organismo durante muitos meses, mesmo depois de recuperados da doença. O botulismo de lesão é confirmado pelo isolamento do organismo a partir da ferida, ou pela detecção de atividade da toxina no exsudato da ferida ou soro.


2.5 Tratamento, prevenção e controle


Pacientes com botulismo necessitam das seguintes medidas terapêuticas (1) suporte ventilatório adequado, (2) eliminação do organismo do trato gastrointestinal, através do uso criterioso de lavagem gástrica e terapia com metronidazol ou penicilina e (3) uso de antitoxina botulínica trivalente contra as toxinas A, B e E para neutralizar toxinas circulantes na corrente sanguínea. A respiração artificial é extremamente importante para reduzir a mortalidade. Não se desenvolvem níveis protetores de anticorpos após a doença, portanto os pacientes são suscetíveis a múltiplas infecções.
A doença é prevenida destruindo-se os esporos nos alimentos (o que praticamente impossível, por motivos práticos), impedindo-se a germinação dos esporos (mantendo-se o alimento em um ph ácido ou estocado a 4ºC ou menos) ou destruindo-se a toxina pré-formada (todas as toxinas botulínicas são inativadas pelo aquecimento entre 60ºC e 100ºC durante 10 minutos). O botulismo infantil foi associado ao consumo de mel contaminado por esporos de C. botulinum, portanto crianças com menos de 1 ano de idade não devem comer mel.


2.6 Benefícios da substância botulínica


Os efeitos terapêuticos da toxina botulínica vêm sendo estudados há décadas. No início, a substância foi utilizada para tratamento de estrabismo e de espasmos involuntários da musculatura das pálpebras. Administrada em pequenas doses, a toxina vem sendo usada para tratar doenças relacionadas a contrações musculares indesejáveis.




Conclusões
O que podemos concluir é que o C. tetani e o C. botulinum, possuem o mesmo gênero, porém são de espécies diferentes, assim provocando uma doença diferente, com diferentes sinais e sintomas, sendo que o diagnóstico pode ser realizado por sorologia, e o tratamento realizado com antiinflamatórios e toxicas próprias.
O tétano e botulismo são doença que sensibilizam o sistema SNC, e o melhor modo de prevenção em relação ao botulismo seria evitar alimentos aparente deteriorados, e o tétano a melhor forma de prevenção é a vacinação, onde é disponibilizada gratuitamente pelo SUS.
São doenças preveníveis, então o papel de nós profissionais de saúde é de levar à informação a população, de forma educativa e didática estaremos educando a população.





















BIBLIOGRAFIA


LIVRO:
  • MURRAY,Patrick R. [at.al]. Microbiologia Médica. 5ª Edição. Pgs: 393,398,399,400,401,402,403. Rio de Janeiro. Elsevier,2006.
  • KONEMAN,Elmer W.[et.al] Diagnóstico Microbiológico.5ª edição. Pg:29. Guanabara Koogan. Rio de janeiro












Acadêmica:
Karen Quevedo




Antifúngicos

Antifúngicos


Os antifúngicos são fármacos responsáveis pela inibição, proliferação ou destruição dos fungos.
Nas últimas décadas, ocorreu um aumento preocupante na incidência de infecções fúngicas desencadeadas devido a fatores como:

  • Uso de antibióticos de largo espectro;
  • Uso de corticosteróides;
  • Quimioterapia antineoplástica;
  • Uso de cateteres e implantes de permanência;
  • Emprego de drogas imunossupressoras para transplantes de órgãos;
  • Pandemia da AIDS (SIDA);
  • Irradiação.


Os antifúngicos podem ser tópicos e sistêmicos, usados em pacientes imunodeprimidos (profilática), e terapeuticamente. Os agentes tópicos são a primeira opção para infecções localizadas. Em infecções generalizadas e mais graves usam-se agentes sistêmicos.


1.1 Antifúngicos Sistêmicos

1.1.1 Anfotericina B

A anfotericina é antibiótico antifúngico produzido pelo Streptomyces nodosus. É utilizada contra agentes causadores de micoses profundas. Seu eficaz contra fungos patogênicos e oportunistas, porém ineficiente em relação à dermatofitoses superficiais. Indicado principalmente para o controle de infecções fúngicas sistêmicas graves. Suas principais desvantagens são: dificuldades de administração, reações transfusionais e nefrotoxicidade. Porém é muito convencional, continua sendo um fármaco de primeira escolha devido a sua eficácia e baixo custo.
Mecanismo de ação: o efeito fungicida da anfotericina se baseia na diferença da composição lipídica das membranas celulares dos fungos e das células dos mamíferos. Na membrana celular dos fungos encontra-se o ergosterol, onde a anfotericina B se liga e altera a permeabilidade da célula, formando poros associados à anfotericina. Ela se liga fortemente com o ergosterol, através do seu lado rico em duplas ligações, e se associa com moléculas de água através do lado rico em grupos hidroxílicos.. Essa propriedade anfipática facilita a formação de poros por múltiplos moléculas anfóteras da anfotericina B, com as porções lipofílicas em torno do lado exterior dos poros e as regiões hidrofílicas recobrindo o lado interior desses. O poro falcilita o extravasamento de íons e macromoléculas intracelulares. O fármaco se liga aos esteróis das membranas das células dos pacientes humanos, o que provavelmente explica a grande toxidade da droga.
O corre resistência à anfotericina B se a ligação ao ergosterol é prejudicada, seja por decréscimo da concentração membranosa do ergosterol, seja por modificação da molécula-alvo de esterol, o que reduz sua afinidade pela droga.


1.1.2 Fluconazol

O fluconazol é muito hidrossolúvel e penetra na líquor. As interações medicamentosas são mais raras. Disponível em formulações oral e intravenosa
Eficiente para prevenção de infecções fúngicas invasivas e mortalidade total em pacientes não-neutropênicos e criticamente doentes, embora dose ótima e duração de uso não estejam determinadas.
Mecanismo de ação: a atividade antifúngica se deve à redução da síntese do ergosterol, através da inibição das enzimas fúngicas do citocromo P450.
Utilizado no tratamento da candidíase mucocutânea, e na profilaxia secundária de meningite criptocócica.


1.1.3 Itraconazol


É eficaz em todas as formas de esporotricose, sendo primeira escolha em doença linfocutânea e extracutânea. Outras indicações incluem cromomicose, coccidioidomicose não-meníngea, feo-hifomicose e pseudoalescheríase. É eficaz em tratamento e prevenção de recorrência de histoplasmose em pacientes imunocomprometidos, sendo o método prático e menos tóxico do que anfotericina B. Apresenta maior espectro de ação que cetoconazol e fluconazol, podendo ser ativo contra cepas de Candida resistentes, Aspergillus e Sporothrix. Geralmente é bem tolerado, sendo referidos efeitos adversos em 5% a 8%, principalmente náuseas, tonturas, cefaléia e dor abdominal.
Mecanismo de ação: a atividade antifúngica se deve à redução da síntese do ergosterol, através da inibição das enzimas fúngicas do citocromo P450.


1.1.4 Flucitosina

A flucitosina é um análogo hidrossolúvel da pirimidina, relacionado com o fármaco quimioterápico fluorouracil. O espectro antifúngico da flucitosina á muito mais estreito do que o da anfotericina B.
Mecanismo de ação: a flucitosina é fungicida diferente dos outros e tem como alvo o DNA dos fungos.
A flucitosina é captada células fúngicas através da enzima citosina permease. O fármaco é transformado intracelularmente em fluorouracil e, depois, em monofosfato de 5-fluoruridina que, respectivamente, inibem a síntese do DNA e do RNA dos fungos.


1.2 Antifúngicos tópicos


1.2.1 Cetoconazol.


O cetoconazol foi o primeiro derivado azólico oral usado em clínica, tem um grande espectro de ação, tem ação sistêmica após absorção oral, o cetoconazol se distingue dos triazóis pela sua maior influência em inibir as enzimas do citocromo P450 dos mamíferos, isto é, ele é menos seletivo para o P450 fúngico do que os mais novos derivados azólicos. Por tal motivo, a administração sistêmica do cetoconazol não é usada sistemicamente por existir outros fármacos que garantem o mesmo efeito sendo menos tóxicos, tendo agora indicação dermatológica.


1.2.2 Miconazol


É usado topicamente. Não tem emprego sistêmico devido à toxicidade. É ativo contra todos os fungos patogênicos e oportunistas, exceto Aspergillus e Phycomycetes. Raramente existe resistência a ele. Utilizado no tratamento da maioria das dermatofitoses e é útil nas candidíases cutâneas e vaginal. Apresenta varias formas farmacêuticas que propiciam tratamento em micoses de diferentes localizações.
Mecanismo de ação: interfere na biossíntese do ergosterol, provocando desorganização da membrana plasmática dos fungos.



1.2.3 Nistanina


Mesmo dada oralmente, não possui absorção sistêmica, atuando localmente no trato digestivo. Tem mais indicação em tratamento de candidíase esofágica. É contra indicado o uso da nistanina profilática em pacientes imunodeprimidos. Nistatina é restrita a tratamento de infecções cutâneas e mucosas superficiais por Candida. Outros fungos causadores de micoses superficiais não respondem à nistatina, pois esta não penetra suficientemente na pele para atingir o foco de infecção.
























REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LIVROS:

  • Formulário Terapêutico Nacional, páginas 248 a 261. Brasília - Distrito Federal, 2008;
  • PENILDON, Silva; Farmacologia, sétima edição, páginas 1071 a 1073, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

Acadêmica:

Karen Quevedo

16 de nov. de 2010
NANOTECNOLOGIA COMBATE O CÂNCER NATURALMENTE

NANOTECNOLOGIA COMBATE O CÂNCER NATURALMENTE





A nanotecnologia já cruzou o caminho do câncer algumas vezes – estudos sobre tipos de nanopartículas artificiais como força de destruição das células e como transporte de drogas anti-tumorais diretamente às células cancerosas são exemplos de como a nanotecnologia pode beneficiar o tratamento da doença.
Agora, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) estão trabalhando na habilidade de transporte das nanopartículas para combater o câncer de forma natural, ou seja, ao invés de usá-las para levar medicamento, eles as usam para transportar células do sistema imunológico do próprio corpo do paciente.
O tratamento parece simples. As células T (indicadas pela seta na foto), um tipo de glóbulo branco que está envolvido na imunidade mediada por células, são colhidas do sangue do paciente. Em seguida, são tratadas de tal maneira que visem especificamente às células cancerosas.
As novas células T são presas a uma nanopartícula lipídica baseada em interleucinas. A interleucina é um tipo de substância química que ajuda a promover o crescimento de células T. Finalmente, a célula T e as nanopartículas de interleucina são injetadas de volta no paciente.
As células T passam a procurar os tumores que elas foram programadas para destruir. As interleucinas ajudam a manter uma contagem de células T saudáveis para combater as células cancerosas diretamente, sem causar produção anormal em outras partes do corpo – e isso é importante. Tratamentos com interleucina podem ter efeitos colaterais devastadores, incluindo insuficiência cardíaca e pulmonar. Mas a abordagem utilizada pela pesquisa recente não deixa que ocorra processo de produção de células T a não ser na área do tumor a ser afetado.
Os pesquisadores realizaram um teste clínico com camundongos. O tratamento foi 100% eficaz. Camundongos que receberam tratamentos com células T com interleucina ou células T padrão morreram após 75 dias, enquanto os ratos do grupo de controle morreram após apenas 25 dias. Os camundongos que receberam o tratamento de nanopartículas viveram mais do que o limite de 100 dias do estudo.
O que os pesquisadores objetivam é melhorar cada vez mais a terapia com células do sistema imunológico, para que um dia ela possa levar os seres humanos para mais perto da cura do câncer, e não só a um retardo da progressão da doença





BIBLIOGRAFIA

www.hypescience.com



Acadêmica
Karen Quevedo
AS BACTÉRIAS

AS BACTÉRIAS



As bactérias são organismos procarióticos, tem uma estrutura relativamente simples, sem membrana nuclear, possui organelas. Sua parede celular é rígida, formada de peptideoglicana, e uma membrana citoplasmática, composta basicamente de fosfolipídeos e proteínas. O DNA se encontra no citoplasma, formando a região conhecida como nucleóide. Algumas espécies apresentam flagelo de locomoção, e outras, ainda, podem possuir fímbrias de adesão e pili, esta última responsável pela transferência de material genético no mecanismo de conjugação. A presença de esporos em algumas espécies fornece a elas um mecanismo de resistência, principalmente ao calor, mas também à radiação, à falta de nutrientes e à falta de umidade. Algumas bactérias que apresentam plasmídios, que são DNAs extracromossômicos, pequenos e circulares, mais comumente encontradas em bactérias Gram-negativas, apesar de não ser necessário para a sobrevivência celular ele é responsável por proporcionar uma vantagem seletiva: muitos conferem resistência a um ou mais antibiótico.
O processo mais comum de reprodução das bactérias é o de fissão binária, no qual uma célula se divide em duas. Quanto à sua nutrição, são capazes de utilizar compostos orgânicos ou inorgânicos como fonte de carbono e energia, como também, a energia luminosa, ao invés da energia química.
As bactérias podem ser encontradas no solo, água doce e nos mares, no corpo humano, nos animais, nas plantas e nos alimentos, dentre outros. Dentre os principais grupos de bactérias existentes podemos citar as mais comuns: bactérias Gram-positivas, bactérias Gram-negativas, espiroquetas, riquétsias, clamídias, micoplasmas, micobactérias, nocárdias, actinomicetos, bactérias verdes, bactérias púrpuras, e cianobactérias (fotossintéticas).
As bactérias podem ser distinguidas umas das outras por sua morfologia (tamanho, forma e característica de coloração) e por características metabólicas, antigênicas e genéticas. Apesar de ser difícil distinguir as bactérias pelo tamanho, elas tem formatos diferentes.
Uma bactéria esférica é um coco, uma bactéria em forma de bastão é um bacilo, e o treponema parecido com uma cobra é um espirilo. Além disso, espécies de Nocardia e Actinomyces tem uma aparência filamentosa ramificada. Algumas espécies formam agrupamentos parecidos com cachos de uva, como no Staphylococcus, ou como diplococos (duas células juntas) observados nas espécies de Streptococcus e Neisseria.
A coloração de Gram é um teste fácil e poderoso que permite distinguir entre os dois principais grupos de bactérias para direcionar um diagnóstico e terapia. As bactérias fixadas pelo calor ou, ao contrário, desidratas numa lâmina, coram com cristal violeta, um corante que forma um precipitado com o iodo; o corante não retido e em excesso é removido lavando-se com um diferenciador à base de acetona ou álcool. Um corante de contraste vermelho, a safranina, é adicionada para corar qualquer célula descorada. Este processo leva menos de 10 minutos.
Para bactérias Gram-positivas, que se tornam um azul violeta, o corante fica confinado numa estrutura grossa, entrecruzada e com aspecto de uma malha, a camada de peptidoglicano que circunda a célula. As bactérias Gram-negativas possuem uma fina camada de peptideoglicano que não retém o corante cristal violeta: por isso a célula deve ser contratada com a safranina, tornando-se vermelha.
As bactérias que não podem ser classificadas pela coloração de Gram incluem as micobactérias, que possuem um envoltório externo céreo e são diferenciadas com um corante álcool-ácido-resistente, e o micoplasmas, que não possuem peptidoglicano.





MORFOLOGIA BACTERIANA
COLORAÇÃO DE GRAM

DIFERENÇAS DAS BACTÉRIAS GRAM-POSITIVAS DAS GRAM-NEGATIVAS.

A estrutura, os componentes e as funções da parede celular distinguem as bactérias Gram-positivas das Gram-negativas. Os componentes da parede celular também são únicos para as bactérias, e sua estrutura repetitivas desencadeia as respostas imunes inatas protetoras dos seres humanos.
As bactérias Gram-positivas possuem uma parede células grossa e de múltiplas camadas consistindo principalmente de peptideoglicano envolvendo a membrana citoplasmática. O peptideoglicano é um exoesqueleto em forma de malha funcionalmente, é poroso e permite a difusão dos metabólitos para a membrana plasmática. O peptideoglicano é essencial para a estrutura, a replicação e a sobrevivência em condições normalmente hostis nas quais as bactérias crescem. Durante a infecção, o peptidoglicano pode interferir na fagocitose e estimular respostas inatas, incluindo a atividade pirogênica.
O peptideoglicano pode ser degradado pelo tratamento com lisozimas. A lisozima degrada a espinha dorsal de glicano do peptidoglicano. Sem o peptideoglicano, a bactéria sucumbe à grande diferença de pressão osmótica na membrana citoplasmática e se rompe. A remoção da parede celular produz um protoplasto que se rompe a menos que seja estabilizado osmoticamente.
A parede celular das bactérias Gram-positivas pode conter outros compostos tais como os ácidos teicóicos (essencial para a viabilidade da célula) e lipoteicóicos (são moléculas antígenos comuns de superfície que distinguem os sorotipos bacterianos e promovem a agregação a outras bactérias e a receptores específicos nas superfícies celulares dos mamíferos, importantes na virulência bacteriana) e complexos polissacarídios.
As bactérias Gram-negativas possuem uma parede celular com uma fina camada de peptideoglicano, e externamente à camada de peptideoglicanos está à membrana externa, presente somente em bactérias Gram-negativas. A área externa da membrana citoplasmática e a superfície interna da membrana externa é a chamada de espaço periplasmático. Neste espaço existe um compartilhamento contendo uma variedade de enzimas hidrolíticas que são importantes para a célula na quebra de grandes moléculas para o metabolismo. Essas enzimas incluem as proteases, fosfatases, lípases, nucleases e enzimas de degradação de carboidratos. As espécies Gram-negativas patogênicas, muitos dos fatores líticos de virulência, como as colagenases, hialuronidases, proteases e β-lactamases estão no espaço periplasmático. Neste espaço contém componentes do sistema de transporte de açúcares e outras proteínas de ligação para facilitar a obtenção de diferentes metabólitos e outros compostos.
A membrana externa das bactérias Gram-negativas é como um firme saco de lona em torno da bactéria. Ela é responsável de manter a estrutura bacteriana e é uma barreira de permeabilidade para moléculas grandes e moléculas hidrofóbicas. Ela também confere a proteção contra condições ambientais adversas como do sistema digestivo do hospedeiro. A membrana externa possui uma estrutura assimétrica com duas camadas, com um folheto interno e externo. O folheto interno contém fosfolipídios e o folheto externo é composto de uma molécula anfipática (possui ambas as terminações hidrofóbica e hidrofílica) chamada de lipopolissacarídio (LPS).
O LPS é também chamado de endotoxina, um poderoso estimulador de respostas naturais e imunes. O LPS ativa as linfócitos B e induzem macrófagos, células dendríticas e outras células para a liberação de interleucinas 1 e 6, o fator de necrose tumoral e outros fatores. O LPS provoca febre e pode causar choque. A reação de Shwartzman (coagulação intravascular disseminada) segue a liberação de grandes quantidades de endotoxina na corrente sanguínea. O LPS é liberado das bactérias para o meio e para o hospedeiro.

ESTRUTURAS EXTERNAS

Algumas bactérias (Gram-positivas ou Gram-negativas) são envolvidas por camadas frouxas de polissacarídios ou proteínas chamadas cápsulas. Quando são pouco aderentes e de densidade ou espessura não uniforme, são chamadas de camada viscosa. As cápsulas e as camadas viscosas também são chamadas de glicocálice.
Cápsula e camadas viscosas são desnecessárias para o crescimento das bactérias, mas são muito importantes para a sobrevivência no hospedeiro. A cápsula é fracamente antigênica e antifagocítica e é um fator de virulência de grande importância. A cápsula também pode agir como uma barreira para moléculas hidrofóbicas tóxicas, tais como os detergentes, e podem promover a aderência a outras bactérias ou aos tecidos superficiais do hospedeiro.
Algumas bactérias produzem um biofilme de polissacarídios sob certas situações adversas, o qual estabelece uma comunidade de bactérias e a protege dos antibióticos e das defesas do hospedeiro.
Os flagelos são propulsores do tipo trança compostos por subunidades protéicas acopladas na forma helicoidal que ficam ancoradas nas membranas das bacterianas por estruturas chamadas de corpo basal em forma de gancho, e são direcionadas pelo potencial de membrana. As espécies bacterianas podem ter um ou vários flagelos em suas superfícies, e estes podem estar ancorados em diferentes partes da células. Os flagelos proporcionam mobilidade à bactéria, permitindo à célula nadar (quimiotaxia) em busca de alimento e para longe dos “venenos”.
As fímbrias são estruturas que parecem cabelos no lado de for da bactéria, e estão arranjadas uniformemente sobre toda a superfície da células bacteriana. As fímbrias promovem aderência a outras bactérias ou ao hospedeiro.
BIBLIOGRAFIA:
  • MURRAY, Patrick R. Microbiologia Médica. 5ª Edição. Editora: Elsevier. Rio de Janeiro, 2006.
  • VERMELHO, Alane B, [et al]. Práticas de Microbiologia. 1ª Edição. Editora: Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2006.
Acadêmica
Karen Quevedo
13 de nov. de 2010