23 de jul. de 2016
Abordagem da criança com anemia falciforme e fibrose cística
Abordagem da criança com anemia falciforme e fibrose cística. Aborda duas patologias rastreadas por meio da triagem neonatal ou teste do pezinho: a anemia falciforme e a fibrose cística. E objetiva identificar os casos que envolvem crianças diagnosticadas com estas doenças para compreender como avaliar e manejar estas situações. Unidade 6 “Abordagem da criança com anemia falciforme e fibrose cística”, do módulo 8 “Situações clínicas comuns materno-infantis” do Programa Multicêntrico de Qualificação em Atenção Domiciliar a Distância.
Palavras-chave DeCS
Atenção à Saúde; Anemia Falciforme; Fibrose Cística;
URI
https://ares.unasus.gov.br/acervo/handle/ARES/1787
DOWNLOAD
https://ares.unasus.gov.br/acervo/bitstream/handle/ARES/1787/UNIDADE_06.pdf?sequence=5&isAllowed=y
Acervo de Recursos Educacionais em Saúde - ARES
O Acervo de Recursos Educacionais em Saúde - ARES disponibiliza recursos educacionais desenvolvidos para o ensino-aprendizagem de trabalhadores da saúde. Aqui você encontra vídeos, textos, imagens, entre outros conteúdos, para atender às necessidades de formação e capacitação desses trabalhadores.
https://ares.unasus.gov.br/acervo/profile
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31 de ago. de 2015
18 de ago. de 2015
CFF CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA RESOLUÇÃO Nº 517
CFF CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. RESOLUÇÃO Nº 517 DE 26 DE NOVEMBRO DE 2009. Dispõe sobre a inscrição e carteira profissional do técnico de nível médio e assemelhados. Ementa: Dispõe sobre a inscrição e carteira profissional do técnico de nível médio e assemelhados, e dá outras providências.
O Presidente do CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelas alíneas “g” e “m” do artigo 6º da Lei nº 3.820/60;
Equipamentos de Laboratório Analíses Clínicas
Equipamentos de Laboratório Analíses Clínicas. Os equipamentos que serão comprados dependerá do nível do laboratório e dos trabalhos executados. Os elementos básicos que devem ter na área administrativa são fichários para pacientes, computadores, armários, estantes, gavetas, impressoras, cadeiras, móveis para recepcionar o paciente, etc.
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Curso técnico de analíses clínicas
Curso técnico de analíses clínicas. A habilitação profissional de Técnico em Análises Clínicas é uma área profissional de saúde que apresenta uma demanda crescente no que se refere à necessidade de profissionais habilitados, com conhecimentos científicos, tecnológicos, humanísticos e éticos necessários ao pleno exercício da cidadania.
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Linkedin Técnicas e Técnicos em Analíses Clínicas. Conheça as pessoas formadas com perfil no Linkedin que são técnicas e técnicos em analíses clínicas.
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PRONATEC TÉCNICO EM ANÁLISES CLÍNICAS
PRONATEC TÉCNICO EM ANÁLISES CLÍNICAS. Auxilia e executa atividades padronizadas de laboratório - automatizadas ou técnicas clássicas - necessárias ao diagnóstico, nas áreas de parasitologia, microbiologia médica, imunologia, hematologia, bioquímica, biologia molecular e urinálise. Colabora, compondo equipes multidisciplinares, na investigação e implantação de novas tecnologias biomédicas relacionadas às análises clínicas. Opera e zela pelo bom funcionamento do aparato tecnológico de laboratório de saúde. Em sua atuação é requerida a supervisão profissional pertinente, bem como a observância à impossibilidade de divulgação direta de resultados.
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Profissionais da área de Análises Clínicas
Profissionais da área de Análises Clínicas. São técnicos de Analíses Clínicas, Biológos, Biomédicos, Bioquímicos, Farmaceuticos, Veterinários.
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Laboratórios de análises clínicas
Laboratórios de análises clínicas. Segundo dados do Conselho Federal de Farmácia, existem no Brasil 5525 laboratórios de análises clínicas sob propriedade de um farmacêutico. Mas o número de profissionais que trabalham nesta área é bem maior e de difícil contagem, pois existem 104.098 farmacêuticos registrados no CFF.
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17 de ago. de 2015
Curso Técnico em Análises Clínicas
Curso Técnico em Análises Clínicas. De acordo com o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, publicado pelo Ministério da Educação (MEC), o Curso Técnico em Análises Clínicas deve ter duração de 1200 horas e recomenda-se que a infraestrutura da escola que ministra esse curso tenha laboratórios de microbiologia, de bioquímica, de unidades de análises clínicas, de informática e uma biblioteca com livros específicos.
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15ª Conferência Nacional de Saúde Simpósio na Câmara Federal
Simpósio Nacional de Saúde. A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e o Conselho Nacional de Saúde promovem o Simpósio Nacional de Saúde, com o tema: “Saúde: Direito de Todos, Dever do Estado”, nos dias 17 e 18 de junho, das 9h às 17h30, no auditório Nereu Ramos.
Além de contribuir com o debate da 15ª Conferência Nacional de Saúde, já em andamento na fase municipal, o Simpósio irá avaliar os desafios, resultados, gestão e financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
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Boas condições de trabalho exigem saúde e segurança para o trabalhador
Boas condições de trabalho exigem saúde e segurança para o trabalhador. A saúde e a segurança dos trabalhadores em saúde têm sido tema frequente de debates e estudos nos últimos anos, mais especificamente a partir de 2006. Naquele ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu os trabalhadores do setor como seu mais valioso recurso e dedicou o seu Dia Mundial, 7 de abril, com o tema Recursos humanos em saúde, nossos
heróis de todos os dias. Ainda em 2006, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) conclamou
governos e atores sociais dos países da região a priorizar o desenvolvimento desses recursos,
iniciando a Década de Promoção dos Recursos Humanos em Saúde.
Atribuições do Técnico de Laboratório de Análises Clínicas
Atribuições do Técnico de Laboratório de Análises Clínicas. Atua em laboratório de análises clínicas (urinálise, parasitologia, bioquímica, hematologia, microbiologia e sorologia). Auxilia e executa atividades padronizadas de laboratório.
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TÉCNICO EM ANÁLISES CLÍNICAS
TÉCNICO EM ANÁLISES CLÍNICAS. Auxilia e executa atividades padronizadas de laboratório - automatizadas ou técnicas clássicas - necessárias ao diagnóstico, nas áreas de parasitologia, microbiologia médica, imunologia, hematologia, bioquímica, biologia molecular e urinálise.
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23 de jul. de 2015
Segundo Maslow a segurança é uma necessidade primária sem a qual o homem não sobrevive. Daí porque a colocou na base da pirâmide de necessidades. Depreende-se disso que a insegurança provoca desequilíbrios de toda ordem na qualidade de vida do homem moderno, especialmente os residentes nos grandes centros urbanos, mas agora, e cada vez mais, também nas pequenas cidades, como é o caso de muitas da nossa região, e assim, quase metade dos brasileiros sentem-se inseguros nas cidades onde vivem.
A (in)segurança que temos e a que queremos
A preocupação com a criminalidade e sua ampliação vem ocupando hoje um lugar central nos discursos social e político. De modo geral, a preocupação com a criminalidade se desdobra no sentimento de medo e de insegurança frente ao crime, exigindo, assim, que a leitura deste fenômeno seja feita no quadro de uma problemática social e política mais ampla do que o da criminalidade propriamente dita, situando-a no campo da análise do sentimento de insegurança.
Entretanto, cada um de nós já está “acostumado”, especialmente devido aos programas de TV e em especial ao sensacionalismo algumas vezes aplicado (por motivos que discutiremos oportunamente…) a ver e conviver com a grande criminalidade da sociedade, mas na maioria das vezes à distância, sempre tendo como referência de risco os grandes centros urbanos. Quando nos deparamos com a violência e a criminalidade na nossa vizinhança o sentimento é outro, a situação passa a ser real, como a que temos enfrentado nos recentes e contínuos assaltos a bancos de toda região e, agora, às agências dos Correios.
No imaginário popular o sentimento de insegurança também é despertado ao localizar determinadas pessoas como possíveis infratores. Contribuindo, assim, para a multiplicação de regras de exclusão, distanciando e criminalizando parcelas da sociedade.
Enquanto não é atribuída importância real nas questões de ordem estrutural de nossa sociedade a vida moderna acaba tendo que se adaptar à atual realidade social. Sentir-se inseguro, temer perder seu bem ou sua vida, ou ainda, não conseguir vislumbrar alternativas a segurança pública, passa a ser o normal de uma cidade que não almejar por mudanças reais e políticas públicas eficazes, e neste meio tempo, infratores não julgados vão sendo amarrados a postes pelo país afora e é feita justiça com as próprias mãos.
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4 de jan. de 2014
Relação parasito-hospedeiro de helmintos do sistema digestório
Introdução
Qualquer livro de História das Ciências chama a atenção para a influência das idéias de cada época e da cultura sobre a forma de pensar dos cientistas e dos médicos. Sendo talvez o estudo das relações parasito-hospedeiro o que mais comprove esta observação.
A coabitação entre vários seres, regra fundamental da natureza, nem sempre é pacífica, podendo resultar em vários tipos de doenças. Nesse contexto, os parasitos são tradicionalmente considerados como grandes agressores dos quais os hospedeiros têm de se defender.
O conceito de “parasitismo”, segundo Rey, define-se como “relação ecológica desenvolvida entre indivíduos de espécies diferentes, em que se estabeleça associação íntima e duradoura e certo grau de dependência metabólica entre os parceiros. Geralmente o hospedeiro proporciona ao parasito todos, ou quase todos, os nutrientes e as condições fisiológicas requeridas por este”.
Tipos de associações
Hoje sabe-se que as relações entre os seres vivos não são estáticas, mas dinâmicas no tempo e no espaço, vivendo os organismos obrigatoriamente em relações simbióticas, onde simbiose significa simplesmente, segundo Bush et al. (2001), “organismos vivendo juntos”, e engloba um conjunto de associações duradouras entre seres vivos, que podem ser benéficas para ambos ou somente para um dos organismos envolvidos. Chama-se mutualismoa associação benéfica para ambos os parceiros. Comensalismo, aquela em que somente um dos parceiros obtém benefícios, sem que o outro seja propriamente prejudicado. Forésia, quando na associação entre dois organismos um deles busca apenas abrigo e/ou transporte e, finalmente, o parasitismo, que significa literalmente “alimentar-se ao lado de”, refere-se à associação em que um dos parceiros, o parasito, em gral de pequeno porte, obtém benefício em detrimento do outro, de maior porte, o hospedeiro.
Uma simbiose pode começar como um parasitismo e evoluir para uma associação mutualística, tornando-se tão obrigatória que as unidades originais passam a atuar como um único organismo. Fato que é classicamente exemplificado pela transição do parasitismo mitocondrial para o estado de organela.
Entretanto, para haver associação entre duas espécies e ocorrer processo evolutivo, três condições básicas são necessárias: a) pré-adaptação de uma espécie à outra; b) coincidência de fatores ecológicos, fisiológicos e comportamentais; c) coacomodação, ou seja, os parceiros devem ser bem sucedidos após o início da associação.
Ações do parasito sobre o hospedeiro
O conhecimento das ações do parasito sobre o hospedeiro é de grande relevância, pois através delas é que se dão a doença. Os principais tipos de ações dos parasitos são:
● mecânica; ● espoliativa; ● traumática; ● tóxica; ● imunogênica; ● irritativa; ● inflamatória; ● enzimática e ● anóxia.
Sistema digestório
As características do sistema digestório modificam-se acentuadamente de um extremo ao outro das vias digestivas. Quanto a fauna parasitária do aparelho digestivo humano, esôfago e estômago não costumam albergar parasitos em sua luz, porém do duodeno ao reto, podem alojar-se muitas espécies de helmintos.
No duodeno, sob ação da lípase pancreática, ocorre a eclosão de ovos de helmintos, ativação de oncosferas de tênias e estímulo de cisticercos de cestoides. O trânsito lento e as espessas secreções mucosas que revestem suas paredes oferecem um a ambiente propício a fixação de ancilostomídeos e de tênias.
Ao longo do intestino delgado, além de Taenia solium e T. saginata, de Hymenolepis e Diphyllobothrium, podemos encontrar Ascaris e ancilstomídeos. A quantidade de produtos assimiláveis da digestão diminui a medida que nos afastamos do duodeno, devido a absorção da mucosa. Surgem então novas fontes nutritivas, devidas a intensa descamação celular das mucosas e ao aumento da flora bacteriana.
O cólon e o ceco é um ambiente favorável não só para várias espécies de amebas, mas também para alguns helmintos, especialmente Enterobius vermicularis e Trichuris trichiura, os quais ingerem, além de resíduos alimentares, bactérias.
Finalmente, muitos parasitos habitam os tecidos da mucosa e da submucosa, como as formas larvárias de Hymenolepis e os Stringyloides.
Um passo mais adentro na escolha de seu habitat é representado pela localização dos trematódeos Schistosoma mansoni e S. japonicum, que vivem nas ramificações do sistema venoso porta.
As imunoglobulinas da classe IgA, produzidas na parede intestinal, são encontradas na superfície da mucosa e representam, muitas vezes, a primeira linha de defesa imunológica contra helmintos intestinais.
O fígado, como meio nutritivo, apresenta-se muito rico, em especial por drenar quase tudo que é absorvido pela parede intestinal e conduzido pela circulação porta. A bile também apresenta composição muito especial, devido a presença de vários produtos ricos em elementos importantes para os parasitos, assim como condições adequadas e atrativas. Assim, as vias biliares são muitas vezes invadidas por trematódeos, como a Fasciola hepatica, sendo o parênquima hepático o habitat preferencial do cisto hidático. Ainda, devido a suas funções como filtro fisiológico, parte dos ovos de S. masoni ou de S. japonicumtende a acumular-se nos seus ramos intra-hepáticos, causando lesões granulomatosas e fibrose periportal.
Infecção humana
A infecção humano por helmintos do sistema digestório depende do adequado contato do hospedeiro com os parasitos, sendo necessário que estes estejam sob as formas adequadas para desenvolvimento da infecção (fase de desenvolvimento) e que o contato seja pela via adequada.
Importante também considerar a existência prévia de infecção helmíntica no hospedeiro, o que muitas vezes pode levar a uma resistência a novas infecções, assim como o estado geral do hospedeiro.
Imunidade
Embora os helmintos passem toda a vida expostos ao sistema imunológico, as helmintíases são frequentemente caracterizadas pela cronicidade. As estratégias dos helmintos para escape do sistema imune do hospedeiro são tantas, que chegam a utilizar moléculas e células deste ao seu favor.
Esquistossômulos de Schistosoma sp., ao invadir a derme e migrar até os pulmões deixam de expressar a maioria dos antígenos parasitários e passam a apresentar moléculas do hospedeiro, sendo o tegumento destes um fator muito importante no sucesso das infecções, o qual é delimitado por duas unidades de membrana, estando a maioria dos antígenos parasitários ocultos na membrana interna.
A maior capacidade imunogênica concentra-se nas formas invasoras, enquanto os helmintos adultos possuem pouco significado imunológico, sendo a presença destes vermes adultos compatível com a resistência adquirida contra os parasitos nas formas infectantes, uma vez que pequena parte dos anticorpos produzidos nas infecções helmínticas são funcionais, contribuindo para a proteção do hospedeiro ou para limitar o parasitismo. Eles atuam especialmente sobre as formas larvárias.
Helmintos trematódeos e nematóides induzem imunossupressão da resposta imunológica de hospedeiros mamíferos, o que pode conferir proteção, por exemplo, aos danos inflamatórios causados por Plasmodium falciparum em hospedeiros co-infectados por helmintos. Infecções helmínticas podem, ainda, suprimir respostas inflamatórias a alergenos e alotransplantes.
Patologia
Na extensa maioria dos casos, especialmente em parasitismos por poucos exemplares, as infecções são assintomáticas e quando presentes estão associadas diretamente ao número de parasitos e a fase da infecção, assumindo sintomatologia típica para casa fase de vida do parasito, embora os parasitismos intestinais pelos helmintos na fase adulta, de modo geral, apresentem sintomas comuns entre si.
O parasitismo do sistema digestório por helmintos pode causar desde uma simples espoliação dos alimentos ingeridos pelo hospedeiro, alterações do fluxo intestinal com diarréia ou constipação, até obstruções intestinais (Ascaris), grande espoliação sanguínea (ancilostomídeos) e quadros toxêmicos (tênias), os quais podem resultar em grandes dados ao hospedeiro, especialmente crianças, levando a perdas no desenvolvimento físico e mental.
Diagnóstico
O principal método diagnóstico para as helmintíases do sistema digestório, utilizado para confirmação do diagnóstico ou suspeita clínica é através do exame parasitológico das fezes do hospedeiro e o método da fita gomada no caso de suspeita clínica de enterobíase. Métodos imunológicos vêm sendo desenvolvidos e auxiliando grandemente no diagnóstico de helmintíases, embora haja ainda muitas limitações.
Tratamento
O tratamento das helmintíases intestinais, de modo geral, é de baixa complexidade e efetivo com medicamentos preconizados pela OMS, especialmente no caso daqueles considerados geo-helmintíases. Entretanto, devido a fase migratória larval de muitos dos helmintos de importância em saúde pública, o recomendado é que se repita o tratamento após prazo específico de acordo com a helmintíase tratada e que se repita o exame diagnóstico como controle de cura.
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30 de out. de 2013
Por que os pernilongos sugam nosso sangue?
Estamos chegando naquela época do ano em que os dias ficam longos e quentes, e que não usamos mais cobertores para dormir. Entretanto, muitas vezes nosso sono é perturbado por um visitante noturno, que chega às nossas casas sem ser convidado e insiste em zunir próximo aos nossos ouvidos e alimentar-se de nosso sangue.
Os pernilongos, também conhecidos por murissocas, são insetos que podem nos causar danos muito superiores a uma noite mal dormida. Se estiverem contaminados (e se contaminam na maioria das vezes ao sugar sangue de uma pessoa ou animal doente), podem nos transmitir doenças muito graves, como a malária, a elefantíase, a leishmaniose e a febre amarela, entre muitas outras doenças.
Você já se perguntou por que eles vêm sugar meu sangue? A resposta é, apenas os pernilongos fêmeas sugam sangue de humanos e animais, isso porque as fêmeas necessitam de sangue para a maturação de seus ovários, o que possibilita a elas colocar ovos e assim aumentar a população de pernilongos. Os pernilongos machos não sugam sangue, alimentam-se apenas de seivas de plantas, enquanto as fêmeas, além de alimentarem-se das seivas das plantas necessitam do sangue, que pode ser de humanos ou animais. Ai que mora o problema, quando o pernilongo (fêmea) suga o sangue de uma pessoa doente e em seguida suga de outra, pode transmitir esta doença. Estes pernilongos podem, ainda, transmitir doenças de animais para humanos, como é o caso da leishmaniose, que tem os cães como seus reservatórios.
O que podemos fazer quanto a isso? O melhor que podemos fazer é usar todos os recursos possíveis para manter estes insetos afastados de nossas casas, evitando amontoados de lixo e entulho nos arredores das casas e em terrenos vazios, evitando o acúmulo de água nos pratinhos das plantas e pneus e usando os famosos mosquiteiros e até telas nas janelas, em locais de grande infestação por estes insetos. O uso de repelente é também uma alternativa válida.
Abraço a todos os leitores e até semana que vem,
Professor Ivan.
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24 de out. de 2013
Trematódeos causadores de doenças em humanos
1.0 INTRODUÇÃO
Os trematódeos pertencem ao filo Platyhelminthes e à subclasse Trematoda, são helmintos muito abundantes, conhecidos desde a antiguidade, geralmente visíveis a olho nu, que parasitam todos os grupos de vertebrados. Entre os trematódeos, incluem-se vários parasitos importantes em medicina, causadores de doenças em humanos, agrupados na infraclasse Digenea (Bush et al., 2001).
Os trematódeos da infraclasse Digenea são endoparasitos obrigatórios, com ciclos de vida complexos que envolvem pelo menos dois hospedeiros distintos. Nesta infraclasse, encontram-se cerca de 6.000 espécies de helmintos parasitas, com corpo não segmentado, caracterizados por um par de ventosas, uma oral e outra ventral (conhecida como acetábulo), que desempenham papel na fixação do parasito adulto.
Os trematódeos digenéticos desenvolvem-se em dois ou mais hospedeiros distintos, ocorrendo a reprodução sexuada no hospedeiro vertebrado. No interior dos ovos encontra-se uma larva ciliada conhecida como miracídio. Após a eclosão, o miracídio infecta um caramujo aquático como primeiro hospedeiro intermediário. No molusco, o parasito sofre reprodução mitótica por poliembrionia, passando por estágios conhecidos como esporocistos, e eventualmente rédias, até originarem numerosas formas infectantes móveis, conhecidas como cercarias. As cercarias podem infectar diretamente o hospedeiro vertebrado ou, em algumas espécies, infectar um segundo hospedeiro intermediário ou ainda encistar-se na superfície de plantas aquáticas. As cercarias encistadas no segundo hospedeiro intermediário ou em plantas aquáticas recebem o nome de metacercárias.
São responsáveis por doenças humanas de grande prevalência em diversas regiões do mundo, entre eles podemos destacar Schistosoma mansoni, S. haematobium, S. intercalatum, S. japonicum, S. meckongi, Fasciola hepatica e F. gigantica. No Brasil, as duas espécies de trematódeos digenéticos que causam doenças em humanos são Schistosoma mansoni, da família Schistosomatidae, e Fasciola hepatica, da família Fasciolidae.
Os trematódeos digenéticos adultos são geralmente achatados e alongados, apresentando frequentemente forma de folha, medindo entre 1mm e vários centímetros de comprimento. Fasciola hepatica é um exemplo de digenético com a morfologia habitual de folha. Schistosoma mansoni, bem como as demais espécies deste gênero, difere dos digenéticos típicos por seu formato, mais longo do que largo, e pela presença de dimorfismo sexual. O corpo do macho dobra-se formando o chamado canal ginecóforo, onde a fêmea, de corpo cilíndrico, se aloja durante a cópula.
2.0 FASCIOLOSE HUMANA
2.1 Aspectos biológicos
Os trematódeos causadores da fasciolose (Fasciola hepatica e Fasciola gigantica) são primariamente parasitos de carneiros, bovinos, veados e coelhos, bem como de outros herbívoros, que ocasionalmente infectam o homem.
Têm como hospedeiro intermediário cerca de 20 espécies de caramujos aquáticos do gênero Lymnaea ou Galba, sendo L. columella e L. viatrix as principais espécies hospedeiras encontradas no Brasil.
2.2 Ciclo
Os parasitos adultos habitam as porções proximais dos dutos biliares bem como a vesícula biliar. Das vias biliares, os ovos caem no lúmen intestinal e são eliminados junto as fezes do hospedeiro vertebrado.
Cerca de dez dias após sua eliminação em coleções de água doce os ovos encontram-se embrionados e eclodem, com a liberações do miracídio através do opérculo. O miracídio nada em busca de um hospedeiro intermediário para continuar seu ciclo. Ao encontrar um caramujo adequado penetra no mesmo e então se transforma sucessivamente em esporocisto, rédias (primárias e, às vezes, secundárias) e inúmeras cercarias, cuja extremidade caudal não é bifurcada. As cercarias saem do caramujo e nadam ativamente até se encistarem, principalmente, em folhas de plantas aquáticas, como o agrião.
Quando a metacercária é ingerida pelo hospedeiro vertebrado, atravessa a parede intestinal e a cápsula do fígado, migrando para as vias biliares através do parênquima hepático. Os parasitos alcançam a fase adulta em algumas semanas e em alguns meses ovos podem ser encontrados nas fezes do hospedeiro vertebrado.
2.3 Aspectos clínicos
A maioria das infecções humanas é assintomática. A fasciolose humana aguda, com expressão clínica, compreende hepatomegalia dolorosa e febre, acompanhada de eosinofilia intensa e leucocitose, correspondendo ao período de migração larvária. Alguns pacientes apresentam fenômenos alérgicos cutâneos ou asma. As infecções crônicas caracterizam-se geralmente por febre baixa e dor abdominal.
2.4 Epidemiologia
A ingestão de agrião, cultivado em áreas alagadas contaminadas com fezes dos hospedeiros definitivos, especialmente ovinos e bovinos, é o principal meio do aquisição da infecção humana.
Estima-se a ocorrência de 2 a 17 milhões de infecções humanas, com 91 milhões de indivíduos expostos ao risco (Keiser e Utzinger, 2009). Embora a fasciolose humana tenha ampla distribuição geográfica, a maior parte dos casos relatados na literatura provém do sul da Europa, norte da África, Cuba, Irã e alguns países sul-americanos.
Menos de 100 casos humanos foram relatados no Brasil. Entretanto, a prevalência da infecção em bovinos tem aumentado, chegando a 70% em algumas áreas do sul do país (Dutra et al., 2010), sugerindo que pode haver subdiagnóstico de infecções humanas nas mesmas áreas.
2.5 Diagnóstico
Na infecção crônica, após iniciada a oviposição, o diagnóstico laboratorial pode ser feito pela detecção de ovos nas fezes ou em amostras de suco duodenal. Diversos testes sorológicos vêm sendo desenvolvidos, especialmente ensaios imunoenzimáticos (ELISA). A principal desvantagem dos testes sorológicos esta na persistência de anticorpos vários anos após a infecção, dificultando a diferenciação entre infecções atuais, recentes ou passadas.
2.6 Tratamento
O tratamento é realizado com triclabendazol, em dose única, mas este medicamento não está disponível para uso humano no Brasil. Entre as alternativas disponíveis no mercado nacional, podemos mencionar a nitazoxanida e o metronidazol. O praziquantel não é eficaz contra F. hepatica.
2.7 Prevenção e controle
O controle da infecção humana depende da sua erradicação entre os herbívoros, que servem como reservatório animal, o que é possível para os animais domésticos, mas não para os herbívoros silvestres. A eliminação de vegetais crus, especialmente o agrião, da dieta de indivíduos de áreas endêmicas pode ser sugerida como uma medida profilática. O tratamento em massa de segmentos populacionais com maior prevalência, especialmente os escolares, vem sendo preconizado em áreas de alta endemicidade.
3.0 ESQUISTOSSOMOSES
A esquistossomose é uma doença crônica, causada por parasitos do gênero Schistosoma. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (2013) cerca de 243 milhões de pessoas necessitaram de tratamento para este grupo de doenças apenas em 2011. A transmissão da esquistossomose tem sido documentada em 78 países, sendo que, em 52 destes, faz-se necessário tratamento direcionado, devido a grupos populacionais vivendo em situação de máximo risco.
3.1 Transmissão
As pessoas se contaminam quando formas larvais do parasito (cercárias), oriundas de caramujos de água doce, penetram a pele durante contato com águas infestadas.
No organismo humano as larvas se desenvolvem até a fase adulta. Os parasitos adultos vivem em vasos sanguíneos, onde as fêmeas realizam a postura de seus ovos. Parte destes ovos são eliminados do organismo juntamente com as fezes ou urina do hospedeiro humano, para dar continuidade ao ciclo de vida do parasito. Outros, permanecem nos vários tecidos do organismo, causando reação imune e danos progressivos a este.
3.2 Epidemiologia
A esquistossomose é uma doença que interage com populações humanas há milhares de anos. Lesões típicas, assim como antígenos do parasito, foram encontrados em múmias com mais de 3.000 anos.
Atualmente, estima-se a existência, em todo o mundo, de mais de 200 milhões de pessoas infectadas por membros do gênero Schistosoma.
A esquistossomose é prevalente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, especialmente em comunidades pobres, sem acesso a água tratada e condições sanitárias adequadas. Estima-se que 90% dos casos encontram-se na África.
Existem duas formas majoritárias de esquistossomose, a intestinal e a urogenital, causadas por cinco espécies principais de Schistosoma. As formas intestinais são causadas por: S. mansoni, S. japonicum, S. mekongi e S. intercalatum. A forma geniturinária é causada por S. haematobium.
A esquistossomose afeta particularmente populações relacionadas a agricultura e a pesca, entretanto, mulheres, realizando tarefas domésticas como lavar roupas, também se expõem ao risco, assim como freqüentadores de águas para usos recreativos.
Crescimento urbano e populacional desorganizado, alterações no ambiente, assim como migrações populacionais, são fatores importantes na disseminação da doença em novas áreas
3.3 Diagnóstico
O diagnóstico da esquistossomose pode ser:
a) Clínico, onde se deve levar em conta a fase da doença, podendo ser pré-postural, aguda ou crônica. Além disso, é de fundamental importância anamnese detalhada do caso do paciente, considerando origem, hábitos e histórico de contato com coleções de água.
b) Parasitológico ou direto, que se fundamenta no encontro de ovos do parasito nas fezes, urina ou tecidos do paciente.
c) Imunológico, que mede a resposta do organismo do hospedeiro frente a antígenos do parasito.
3.4 Prevenção e controle
Além do tratamento da população infectada, as principais medidas disponíveis para o controle da esquistossomose são o saneamento do meio, o controle dos caramujos vetores e a educação sanitária. Há vários experimentos, especialmente em países africanos, mostrando que dificilmente a aplicação de uma destas medidas, de modo isolado, resultará em redução da transmissão sustentável a longo prazo (King, 2009).
Evidências obtidas a partir de modelos experimentais e do comportamento da infecção no homem sugerem que o desenvolvimento de uma vacina para a esquistossomose seja possível. Sabe-se, por exemplo, que a administração de cercarias irradiadas a camundongos confere proteção contra novas infecções; ou que populações de áreas endêmicas desenvolvem resistência parcial a reinfecções. Muitos estudos têm sido desenvolvidos com antígenos purificados na tentativa de induzir proteção à infecção. Entretanto, até o momento, não existe ainda demonstração de alta eficácia para vacinas constituídas por antígenos definidos.
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28 de mai. de 2013
CONTROLE DOS DISTÚRBIOS ÁCIDO-BASE
O problema da regulação ácido-base é essencialmente o de prevenir alterações na concentração de íon de hidrogênio secundária à formação contínua e expulsão dos produtos ácidos finais do metabolismo, pois a acidez de uma solução é determinada pela concentração de íons de hidrogênio. Para prevenir a alcalose e a acidose, vários sistemas de controle estão disponíveis no corpo humano (JACOB, FRANCONE, LOSSOW, 1990).
Entre eles podemos citar: (1) sistemas tampões, que agem rapidamente para ligar, temporariamente, o H+, assim removendo-o das soluções, mas não do organismo; (2) exalação do dióxido de carbono, quando se aumenta a frequência e profundidade da respiração, que reduz a quantidade de dióxido de carbono no sangue, assim reduzindo seu pH; (3) excreção renal do H+, sendo um mecanismo mais lento, porém a única maneira de eliminar ácidos do organismo, através da urina (TORTORA, GRABOWSKI, 2002).
Controle renal e respiratório
As concentrações de íons de hidrogênio e de dióxido de carbono podem afetar a velocidade de ventilação alveolar devido ao estimulo direto de CO2 e H+ sobre o centro respiratório no bulbo. Podemos entender que o sistema respiratório opera como um controle de feedback para regular as concentrações desses íons íons, já que quando suas concentrações se elevam muito acima do normal, o sistema respiratório é estimulado a tornar-se mais ativo, resultando em uma remoção acelerada de dióxido de carbono dos líquidos extracelulares, levando à diminuição dos níveis de hidrogênio. Depois de realizar essa compensação respiratória, a frequência do sistema é deprimida. O poder tamponante da compensação respiratória é duas vezes mais poderoso do que todos os tampões químicos combinados (JACOB, FRANCONE, LOSSOW, 1990).
Há também a regulação renal, quando a concentração de íons de hidrogênio ultrapassam os valores normais, e os rins tentam compensar tal excesso excretando os íons de hidrogênio e fazendo voltar à corrente sanguíneo e líquido extracelular o bicarbonato (JACOB, FRANCONE, LOSSOW, 1990).
Acidose respiratória
Ocorre quando a parcial de dióxido de carbono do sangue arterial está acima de 45mm Hg. A exalação inadequada faz com que o pH do sangue caia. Qualquer situação que faça com que diminua o movimento de CO2 do sangue para os alvéolos pulmonares e destes para a atmosfera leva ao acumulo de CO2, H2CO3 e H+. Estas condições incluem o efisema, edema pulmonar, lesão do centro respiratório do bulbo, obstrução das vias aéreas ou distúrbios dos músculos envolvidos na respiração. Caso o problema respiratório seja muito grave, os rins podem ajudar a elevar o pH sanguíneo, até o nível normal (TORTORA, GRABOWSKI, 2002).
Acidose metabólica
Na acidose metabólica o nível de HCO3- no plasma arterial sistêmico está abaixo de 22 mEq/litro. Esse declínio faz com que o pH do sangue diminua. A acidose metabólica pode acontecer devido a três fatores: (1) perda real de HCO3-, tal como pode ocorrer na diarreia grave ou na disfunção renal; (2) acúmulo de ácido, com exceção do ácido carbônico, como pode ocorrer na cetose; ou (3) deficiência dos rins em eliminar o H+ do metabolismo das proteínas da alimentação. Se não for um problema muito grave, a hiperventilação ajudara a regular o pH sanguíneo, em outros casos a administração de bicarbonato e o tratamento da causa da acidose são os métodos de regular a acidose (TORTORA, GRABOWSKI, 2002).
Alcalose respiratória
O sangue arterial cai abaixo de 35 mm Hg. A causa da queda da parcial de dióxido de carbono e do aumento do pH é a hiperventilação, que ocorre em condições que estimulam a área inspiratória situada no tronco encefálico. Essas condições incluem a deficiência de oxigênio, devido à alta altitude, ou doença pulmonar, acidente vascular cerebral ou ansiedade severa. A compensação renal pode trazer o pH do sangue de volta aos valores normais (TORTORA, GRABOWSKI, 2002).
Alcalose metabólica
Na alcalose metabólica o nível de HCO3- no plasma arterial sistêmico está acima de 26 mEq/litro. Perda não-respiratória de ácido, pelo corpo, ou a ingestão excessiva de substâncias alcalinas faz com que o pH aumente até acima de 7,45. O vômito excessivo do conteúdo gástrico, que resulta em perda substancial de ácido clorídrico, provavelmente seja a causa mais provável de alcalose metabólica. Outras causas incluem sucção gástrica, a utilização de diuréticos, distúrbios endócrinos, ingestão excessiva de substâncias alcalinas e desidratação grave (JACOB, FRANCONE, LOSSOW, 1990).
JACOB, S. W., FRANCONE C. A., LOSSOW, W. J.; Anatomia e Fisiologia humana. 5° Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1990.
TORTORA, Gerard J. ; GRABOWSKI, Sandra Reynolds; Princípios de Anatomia e Fisiologia. 9° Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
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